Minas Gerais – IV Encontro do Mandato Reginaldo Lopes reúne mais de mil apoiadores de 236 cidades de todo o Estado.

Cerca de 1100 apoiadores entre prefeitos, vices, vereadores, lideranças e militantes de 236 cidades mineiras participaram do IV Encontro do Coletivo Estadual do Mandato do deputado federal Reginaldo Lopes, onde, juntamente com os movimentos Articulação Democrática e Movimento Ação e Identidade Socialista (MAIS), foi lançado o Manifesto “Sou Mais Articulação Democrática”, tendência interna do PT-MG. O evento aconteceu neste final de semana, 10 e 11 de março no Sesc venda Nova em Belo Horizonte, e debateu os temas “Os desafios de um novo Brasil” e o “PT para os próximos 30 anos”, além da prestação de contas da atuação parlamentar do deputado.
Na abertura, prestigiaram o evento o presidente da Câmara dos Deputados Marco Maia (PT-RS); o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Fernando Pimentel (PT-MG); o líder do PT na Câmara Jilmar Tatto (PT-SP); o prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda (PSB-MG); o deputado federal Miguel Corrêa (PT-MG) e o deputado estadual Paulo Lamac (PT-MG).
Bastante empolgado, Maia saudou Lopes falando da honra e da satisfação de voltar a Minas Gerais. “Eu saio daqui com a energia renovada, a gente fica muito tempo em Brasília por conta das articulações políticas e acaba perdendo o contato direto com as bases e militantes. Continuem fazendo com que essa energia transforme cada vez mais o deputado Reginaldo, num deputado lutador e comprometido com as causas sociais”, conclamou.
Momento histórico para a educação brasileira, o presidente da Câmara aproveitou e, pela primeira vez, anunciou que nesta semana irá criar a Comissão Especial que discutirá a Reformulação do Ensino Médio no Brasil, requerimento feito por Lopes. “Como se costuma dizer no sul, o Reginaldo é uma carne de pescoço, porque ele tem proposta, vai atrás, passa todos os dias no meu gabinete para apresentar uma demanda, ele está sempre preocupado com as questões de Minas, mas também com os problemas nacionais, como a bandeira de reformulação do ensino médio que ele tem levantado”.
Dentro do tema debatido na abertura: “Os desafios de um novo Brasil”, Maia ressaltou as enormes transformações políticas e sociais produzidas no Brasil a partir do Governo Lula e agora com a presidenta Dilma Rousseff. “O PT e os partidos aliados foram responsáveis por produzir a maior transformação política, econômica, social e cultural da história do país. O Brasil tem estabilidade econômica, reconhecimento internacional na política de distribuição de renda e não deve nada para o FMI”. Como desafios, o parlamentar acredita que o PT precisa consolidar a sua organização e estrutura em todos os municípios brasileiros, precisa aprofundar de forma definitiva as políticas sociais, fazendo com que elas se transformem em políticas permanentes que resgatem a dignidade do povo, que organizem a sociedade, precisa perseguir o caminho de consolidação da democracia, fazendo com que a estrutura política brasileira responda a esse novo tempo.
Seguindo a mesma linha, o ministro Fernando Pimentel afirmou que, a partir de Lula e Dilma, o Brasil implantou um modelo inédito de desenvolvimento econômico. “Nós somos um país que cresce distribuindo renda e o que puxa o crescimento do Brasil é o avanço do mercado interno. A camada da população com renda mais baixa agora pode comprar eletrodomésticos, viajar e ter acesso aos benefícios sociais como o Bolsa Família. Conseguimos incluir 40 milhões de brasileiros na classe média”.
Além da economia, Pimentel destacou o desafio político de fazer alianças importantes “como se fez em BH para a prefeitura e vamos fazer de novo agora”. Segundo o mesmo, essas duas provocações têm resposta no campo prático que é melhorar o processo de formação dos nossos jovens. “Por isso, a iniciativa do mandato do Reginaldo é tão importante, educação é a chave para tudo. Não teremos economia competitiva se não houver educação de qualidade. Não saberemos fazer política se não tivermos jovens bem formados e por isso eu aposto tanto na luta da juventude que eu vejo aqui no mandato do Reginaldo”.
O prefeito de BH Marcio Lacerda fez questão de prestigiar o encontro que, para ele, reflete e confirma a ampla liderança de Reginaldo Lopes. “Esta participação intensa de lideranças demonstra sua capacidade de articulação com sabedoria e que, ao longo desse tempo da nossa convivência, eu pude acompanhar de perto. Certamente eu tenho o privilégio de ter comigo na prefeitura mais de 900 companheiros do PT que são fundamentais na construção de uma Belo Horizonte melhor”, completou.
Já Jilmar Tatto enfatizou a preocupação com a reforma política e a necessidade de se fazer um amplo debate sobre o financiamento público de campanha, “porque não dá pra fazer disputa política e ganhar quem tem mais dinheiro.
 Outro ponto que o líder da Câmara destacou é o investimento em Educação, “que tem muito a ver com a atuação de Reginaldo Lopes”. “O país muda se investir da creche à pós-graduação, preparando a juventude para o mercado de trabalho. E Reginaldo é o centro dessa mudança porque ele iniciou o debate na Câmara sobre políticas públicas de juventude, ele debateu o crack que tem matado os jovens no Brasil, ele propôs uma reformulação do ensino no país. Porque é jovem, porque pensa como jovem e sabe que o jovem tem que atuar hoje, porque o futuro do país é agora”.
 
Sou Mais Articulação Democrática
Dentro da programação houve o lançamento do Manifesto “Sou MAIS Articulação Democrática”, lido pelo representante da Articulação Democrática e membro da executiva estadual do PT, Cristiano da Silveira: “É hora de derrubar os muros que vem, há alguns anos, nos dividindo e construirmos as pontes para nossa vitória no Estado! É momento de darmos ao povo de Minas Gerais o direito de conhecer o modo petista de governar, onde a democracia será exercida de forma plena, os direitos respeitados, os movimentos sociais ouvidos, as políticas sociais implementadas no ensejo das necessidades de nossa gente, a recuperação do protagonismo de nosso estado no cenário social, cultural e econômico. Temos a oportunidade de apresentar algo realmente novo, que não seja apenas uma embalagem construída pela mídia, mas que conheça a alma de Minas Gerais, de seus sertões a suas montanhas, de sua capital aos menores municípios do interior. Devemos ser verdadeiramente o espírito do povo mineiro”, diz parte do texto.
Representando o MAIS, Leonardo Koury afirmou que o grupo acredita numa luta coletiva e plural, em busca de uma sociedade igualitária e livre. “Foi em Minas Gerais que nasceram as diretrizes que geraram o Prouni, o Primeiro Emprego, a reforma do Ensino Médio. Entre a juventude do Jornal Nacional e da Malhação, eu fico com a juventude do PT que é de luta”, declarou.
A secretária estadual de Combate ao Racismo e presidente do Centro de Referência da Mulher Negra de Minas, Mônica Aguiar, disse que o lançamento do Manifesto representa muito mais do que a organização de um movimento, “ele representa a luta e o anseio de um movimento, de uma vanguarda que deseja o melhor para a sociedade”. Para ela, é preciso continuar atuando porque somente com a interlocução com a sociedade e com os movimentos sociais é que vamos contribuir com a implementação de políticas públicas, seja reparatória, de mulheres ou de juventude.
Encerrando o ato, Reginaldo Lopes disse acreditar que o Manifesto tem o enorme desafio de unificar o PT no Estado que, desde 2008, tem grandes divergências. “Para o PT caminhar para frente precisa de uma grande unidade partidária. E ela não nascerá das lideranças e sim da vontade dos militantes”. Segundo o deputado, é preciso fazer a transição de gerações e um grande encontro geracional, fundamental para que o partido sobreviva aos próximos 100 anos. “Temos a grande simpatia da população e precisamos ir ao encontro dessa sociedade petista. Esses são nossos grandes desafios e a Articulação Democrática precisa saber contribuir efetivamente para isto”.
Ainda segundo Lopes, Minas vive uma falsa realidade de desenvolvimento, já que o estado deve R$ 70 bilhões e está totalmente desindustrializado, a mercê de uma economia primária, baseada no minério. “Se tirarmos o minério caímos de terceira para a 14ª economia do país”. Cabe ao PT de Minas debater a realidade para mudar a conjuntura e evitar que o projeto antigo tenha sucesso. O PT deve fazer uma aliança programática com os mineiros, sendo o interlocutor dos grandes investimentos para Minas, caso contrário teremos muita dificuldade eleitoral”, acrescentou.
“Estou convencido que os instrumentos que nós temos para retomar o crescimento do Estado pertencem ao Governo Federal. São nossas Universidades e Institutos Federais, as pesquisas dos nossos educadores, somado a nossa base política, aos interesses dos trabalhadores e aos interesses dos empresários mineiros que não estão convictos do papel do PSDB na condução do estado. Vamos produzir grandes debates e polêmicas, eleger o maior número de vereadores, prefeitos e vices para ajudar nessa nova construção partidária e de um novo futuro para Minas Gerais”, finalizou.

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