PT debate eleições de BH em todas as Regionais

Já teve início a série de debates regionais do PT sobre as eleições municipais de Belo Horizonte, preparatórios ao  Encontro Municipal sobre a Tática Eleitoral, que será realizado no dia 25 de março (ver quadro abaixo)  No Encontro, será definido se o PT apoiará a manutenção da aliança com o PSB ou se lançará uma candidatura própria.  No dia 18 de março serão eleitas, com votação em todas as Regionais,  as chapas de delegados ao Encontro Municipal. Podem votar todos os petistas filiados em Belo Horizonte e em dia com suas contribuições ao partido.

A tendência interna Articulação, que realizou seu debate sobre as eleições no dia 25 de fevereiro, lotando o auditório do CREA, decidiu defender a manutenção da aliança do PT com o prefeito Márcio Lacerda, do PSB, presidida por novos compromissos com a cidade e sem a participação do PSDB. O deputado André Quintão, que participou dos debates, destacou que a decisão levou em conta as inúmeras questões que a envolvem, como a  necessidade de garantir a unidade no partido, a importância do momento político nacional e  os desafios que a capital precisa vencer. 

“Nossa proposta  é de uma repactuação com o PSB em torno de compromissos com a prioridade para as políticas sociais, a busca de soluções de transporte coletivo, a valorização dos artistas e da vida cultural de BH e a participação popular, com uma revitalização do Orçamento Participativo e a interlocução da Prefeitura com os movimentos sociais”, explicou André,  frisando, contudo, que qualquer que seja a decisão do Encontro Municipal terá a sua adesão partidária. “ Não basta opor um nome ao outro na disputa eleitoral, se não estivermos unidos no PT em torno de objetivos comuns para vencer os desafios de BH e fortalecer o Governo Dilma”.

CANDIDATURA PRÓPRIA DO PT PARA PREFEITURA DE BELO HORIZONTE REGISTRA NÚMEROS EXPRESSIVOS

Fernanda Polonio

Aconteceu nessa sexta-feira (02) um ato público na sede do Partido dos Trabalhos, em Belo Horizonte, comandado por Roberto Carvalho. Estiveram presentes vereadores, prefeitos do interior, líderes da articulação e filiados petistas.

Roberto Carvalho ressaltou a importância de resgatar o PT e a cidadania, enfatizando o compromisso que o poder público deve ter com as áreas de educação, saúde e moradia.

O vereador Arnaldo Godoy lembrou que precisa existir um trabalho de reestruturação da cultura e de seus valores na sociedade. Godoy acredita que a candidatura própria vai “resgatar a alma petista, que serviu de modelo para políticas públicas de todo país”.

O sentimento geral foi de mobilização para que Belo Horizonte volte a ter uma atuação forte do PT e consiga se desvincular das mazelas deixadas pela última administração. Frei Gilvander criticou a postura de Márcio Lacerda, questionando a posição política do prefeito que está no PSB, mas que se mostra interessado no PSDB. Com vasta experiência política, Chico Simões discursou a respeito das articulações. Segundo ele, essas articulações partidárias devem ser feitas depois das eleições.

Confirmando o reflexo da importância das decisões do PT de BH nas cidades do interior, o prefeito de Belo Oriente, Humberto Lopes de Assis, afirmou que “quem manda no PT é a base, a militância”. Portanto, fica claro, que o futuro político de Belo Horizonte depende significativamente do apoio dessas pessoas.

Em um discurso inflamado, a primeira suplente Neila Batista disse que seus 30 anos de vida partidária não vão ser jogados fora. “Não nego a importância das nossas lideranças, mas ninguém se faz sozinho. Temos que retomar a discussão em BH. Se perdermos nas urnas, teremos feito uma bela campanha.”
A ex-vereadora defendeu, mais uma vez, que o PT precisa de candidatura própria na capital mineira.

A líder comunitária Maria Ilma, focou na questão da importância da proximidade do político com o povo. “Vamos dar resposta ao que Márcio Lacerda fez de ruim nas próximas eleições. Vamos ter pulso forte e resgatar a história do PT.” Maria Ilma acredita que a cidade está mal administrada e que o prefeito deve falar a língua do povo, assim como Roberto Carvalho.

Os petistas que estiveram presentes no ato estão confiantes na candidatura própria e na força de Roberto Carvalho. Rogério Gomes, da quadrilha São Gererê, diz que Roberto é maioria na região Leste da cidade e que tem a visão necessária para se tornar o prefeito de Belo Horizonte. Jadison Silva Nantes, do Conselho Tutelar, ainda completa dizendo que a candidatura própria é “uma ideia genuína do PT e que sonhar em outra aliança vai contra nossos ideais.”

Roberto Carvalho, que a todo o momento atualizava o número de filiados que vão votar pela candidatura própria, anunciou que mais de 3400 assinaturas já foram recolhidas. Esse número é quase 80% do último eleitorado, o que demonstra a força do movimento “Mobilize BH”. Se os números forem confirmados nas urnas, Belo Horizonte terá candidatura própria do PT nas eleições de outubro.

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