Disputa pela prefeitura de São Paulo segue estável, diz Datafolha

 

Maioria dos paulistanos desconhece os principais nomes à sucessão municipal

Serra é o tucano mais bem posicionado, mas possui rejeição alta e tem dito a partido que não é candidato

UIRÁ MACHADO
DE SÃO PAULO

A disputa pela Prefeitura de São Paulo mantém-se inalterada e, a oito meses das eleições, os principais candidatos ainda não são conhecidos pela maioria dos paulistanos, mostra o Datafolha.

Segundo pesquisa realizada quinta e sexta, nenhum candidato ultrapassa 21% de intenção de voto na maior cidade do país.

Um dos que apresentam o melhor desempenho continua sendo Celso Russomanno (PRB), que oscila de 17% a 21% e lidera quatro dos cinco cenários pesquisados.

No único quadro que Russomanno não lidera, ele fica atrás apenas de José Serra (PSDB), que aparece com 21%. O tucano, porém, tem dito a seu partido que não quer concorrer à prefeitura.

Serra tem contra si uma das maiores rejeições: 33% dos paulistanos dizem que não votariam nele de jeito nenhum. Na pesquisa, só Netinho de Paula (PC do B) aparece à frente do tucano neste quesito, com 35%. Os dois são também os nomes mais conhecidos pelos entrevistados.

Os demais candidatos do PSDB que disputam a sucessão de Gilberto Kassab (PSD) -Bruno Covas, José Aníbal, Ricardo Tripoli e Andrea Matarazzo- variam de 2% a 6%.

O petista Fernando Haddad, que tem o apoio do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff, não passa de 5%.

Já Gabriel Chalita (PMDB), candidato do vice-presidente Michel Temer, varia de 6% a 9% das intenções de voto. Ele oscilou positivamente em todos os quadros, sempre dentro da margem de erro de três pontos percentuais.

O cenário é praticamente o mesmo mostrado pela pesquisa anterior, feita no início de dezembro.

A pesquisa foi feita com 1.090 eleitores da cidade de São Paulo e está registrada no Tribunal Regional Eleitoral com o número 00001/2012.

Veja abaixo a íntegra da informação divulgada no sitio do Datafolha, referente à pesquiza anterior, feita em dezembro, cujo quadro permanece praticamente estável em janeiro.

Opinião Pública

Mais conhecidos, Serra, Russomano e Netinho lideram cenários para prefeitura de SP

Fernando Haddad (PT) tem índices entre 3% e 4%

Na última pesquisa Datafolha de 2011 sobre a disputa eleitoral na cidade de São Paulo em 2012, o quadro aponta para um cenário com alto índice desconhecimento sobre os nomes até agora mencionados para disputar a prefeitura. O levantamento foi realizado nos dias 7, 8 e 9 de dezembro, com 1092 eleitores na capital paulista. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
Para essa rodada de pesquisa, o Datafolha estimulou cinco cenários. Em todos eles, são fixos os nomes de Celso Russomano (PRB), Soninha (PPS), Paulinho da Força (PDT), Netinho de Paula (PCdoB), Gabriel Chalita (PMDB), Fernando Haddad (PT), Eduardo Jorge (PV), Guilherme Afif Domingos (PSD) e Luiz Flávio Borges D’urso (PTB). Os nomes que se revezam em cada um desses cenários são do PSDB, que teve como nomes consultados José Serra, Bruno Covas, José Anibal, Ricardo Trípoli e Andrea Matarazzo.

Quando o nome de José Serra aparece na lista, ele lidera com 18% das intenções de voto, empatado com Russomano (16%) e Netinho (13%). A seguir aparecem Soninha (8%), Paulinho (8%), Gabriel Chalita (5%), Fernando Haddad (3%), Gulherme Afif Domingos (3%) e Borges D’urso (2%). O índice dos que votariam em branco, nulo ou em nenhum deles fica em 17%, enquanto 6% disseram não saber em quem votar. Entre os que avaliam como ótima ou boa a administração de Gilberto Kassab (PSD) na cidade de São Paulo, o índice de Serra fica em 23%. Russomano tem 21% entre os eleitores de 35 a 44 anos, ante 7% na fatia dos mais jovens, de 16 a 24 anos. É entre esses eleitores jovens que Netinho consegue seu maior índice (20%), mas fica com 6% entre aqueles com nível superior. Entre os mais escolarizados, Haddad vai de 3% para 9%. Entre os simpatizantes do PT, porém, o ministro da Educação fica com 4%.

Nos cenários em que são outros os candidatos do PSDB, quem lidera são Celso Russomano e Netinho. Quando o candidato tucano é Bruno Covas, Russomano obtém 20%, e Netinho, 14%. Em seguida aparecem Soninha (10%), Paulinho (9%), Gabriel Chalita (6%), Bruno Covas (6%), Fernando Haddad (4%), Guilherme Afif Domingos (3%), Borges D’urso (1%) e Eduardo Jorge (1%). Com José Aníbal, Russomano fica com 20%, e Netinho, com 15%. Depois vêm Soninha (10%), Paulinho (9%), Gabriel Chalita (6%), Fernando Haddad (4%), Guilherme Afif Domingos (3%), José Aníbal (3%), Eduardo Jorge (1%) e Borges D’urso (1%). No cenário com Andrea Matarazzo, Russomano e Netinho repetem seus índices (20% e 15%). Em seguida aparecem Soninha (10%), Paulinho (9%), Gabriel Chalita (6%), Fernando Haddad (4%), Guilherme Afif Domingos (3%), Andrea Matarazzo (2%), Eduardo Jorge (1%) e Borges D’urso (1%).Com Ricardo Tripoli, Russomano mantém 20%, e Netinho oscila para 14%. Depois vêm Soninha (11%), Paulinho (9%), Gabriel Chalita (6%), Fernando Haddad (4%), Guilherme Afif Domingos (3%), Tripoli (2%), Borges D’urso (1%) e Eduardo Jorge (2%).

Nas simulações sobre a intenção de voto para a prefeitura de São Paulo realizadas pelo Datafolha em setembro, em nenhum cenário aparecia o nome do vice-governador Guilherme Afif Domingos (PSD), agora incluído em todos os cenários (com índices de intenção de voto de 3% em todos eles). Observada essa inclusão, é possível comparar o comportamento dos índices de outros candidatos em alguns dos cenários consultados: quando Bruno Covas e Fernando Haddad aparecem como candidatos, Celso Russomano oscila de 21% para 20%, Netinho, de 15% para 14%, Soninha, de 11% para 10%, Paulinho, de 10% para 9%, Chalita, de 5% para 6%, Haddad, de 2% para 4%, e Eduardo Jorge, de 2% para 1%. Bruno Covas e Borges D’urso mantêm seus índices (6% e 1%, respectivamente). No cenário em que entram José Serra e Haddad, o tucano oscila de 19%, em setembro, para 18%, atualmente, e Russomano oscila de 19% para 16% (os demais mantêm seus índices ou oscilam 1% para cima ou para baixo). No cenário com José Anibal e Fernando Haddad, os candidatos também mantêm seus índices ou oscilam dentro da margem de erro.

Na pesquisa espontânea, na qual não são apresentados os nomes dos candidatos aos entrevistados, o nome mais citado pelos eleitores quando perguntados sobre em quem iriam voltar para prefeito em 2012 foi o de Marta Suplicy (PT), com 8% das indicações. A seguir aparecem Kassab (PSD), com 3%, José Serra (PSDB), com 2%, “candidato do PT”, com 2%, Geraldo Alckmin (2%) e Paulo Maluf (PP), que tem 1%, juntamente com outros nomes como Gabriel Chalita (PMDB), “candidato do PSDB” e Fernando Haddad. O índice de indecisos, nesse caso, atinge 63%, e a fatia dos que dizem que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato é de 10%. Entre os que simpatizam com o PT, o nome de Marta é citado por 17%. No grupo que diz simpatizar com o PSDB, 9% citam espontaneamente “candidato do PSDB.

MAIS CONHECIDOS, SERRA E NETINHO TAMBÉM LIDERAM REJEIÇÃO

O Datafolha também perguntou aos eleitores paulistanos em qual dos candidatos apresentados eles não votariam de jeito nenhum. O nome mais rejeitado no levantamento foi o de José Serra, em quem 35% não votariam de jeito nenhum (eram 32% em setembro). O patamar é similar ao obtido por Netinho, com índice de rejeição de 32%. A seguir vêm Soninha (16%), Paulinho (17%), Bruno Covas (13%), Russomano (12%), José Aníbal (12%), Gabriel Chalita (10%), Andrea Matarazzo (9%), Ricardo Trípoli (9%), Eduardo Jorge (9%), Borges D’urso (8%), Guilherme Afif Domingos (8%) e Fernando Haddad (8%). A fatia dos que rejeitam todos estes pré-candidatos e não votariam em nenhum deles soma 8%, enquanto 4% não rejeitam nenhum e 8% não souberam responder. Na pesquisa de setembro, 4% disseram rejeitar todos, e 3% não souberam responder.

O índice de rejeição de José Serra fica acima de sua média entre aqueles com renda familiar entre 5 e 10 salários mínimos (42%) e entre os eleitores que avaliam a gestão Kassab como ruim ou péssima (43%), mas fica abaixo da média entre os mais velhos, com mais de 60 anos (26%). O nome de Netinho tem rejeição abaixo da média entre os eleitores com nível fundamental (20%), mas acima da média entre aqueles com nível superior (60%). Entre aqueles que ganham de 5 a 10 salários mínimos, a rejeição ao candidato do PC do B fica em 51%. A rejeição a Celso Russomano também fica acima de sua média entre os eleitores com nível superior (19%).

Também foi perguntado aos eleitores sobre o nível de conhecimento dos nomes consultados pelo Datafolha. José Serra também é, neste caso, o mais conhecido: 98% dizem conhecer o tucano, sendo que 67% afirmam o conhecer bem, 22%, um pouco, e 8%, só de ouvir falar. O índice de conhecimento de Netinho de Paula é de 95%, sendo que 53% o conhecem muito bem, e 29%, um pouco. Em seguida aparece Celso Russomano, conhecido por 88% (36% o conhecem bem, 30%, um pouco, e 23%, só de ouvir falar); Paulinho da Força, conhecido por 83% (39% o conhecem bem, e 25%, um pouco); Soninha, conhecida por 73% (24% a conhecem um pouco, e 23%, só de ouvir falar); José Aníbal, conhecido por 55% (28% o conhecem só de ouvir falar); Bruno Covas, conhecido por 49% (31% o conhecem só de ouvir falar), Gabriel Chalita, conhecido por 47% (23% o conhecem só de ouvir falar); Guilherme Afif Domingos, conhecido por 40% (17% o conhecem só de ouvir falar), Fernando Haddad, conhecido por 37% (20% o conhecem só de ouvir falar), Ricardo Tripoli, conhecido por 35%, Andrea Matarazzo, conhecido por 32%, Eduardo Jorge, conhecido por 21%, e Luiz Flavio Borges D’urso, conhecido por 17%.

Entre os simpatizantes do PSDB, 83% conhecem José Anibal, 69%, Bruno Covas, 64%, Ricardo Tripoli, e 55%, Andrea Matarazzo. No grupo que dize ser simpático ao PT, metade (50%) diz conhecer Fernando Haddad, sendo que 18% o conhecem só de ouvir falar, e 20%, conhecem-no um pouco.

AUMENTA O ÍNDICE DOS QUE PODERIAM VOTAR EM CANDIDATO APOIADO POR LULA

O apoio da presidente Dilma Rousseff (PT) e do governador Geraldo Alckmin (PSDB) a um dos nomes na disputa teriam pesos semelhantes, aponta o levantamento. Para 44%, o apoio da presidente seria indiferente, enquanto 33% dizem que esse apoio poderia os levar a escolher um candidato e 20% dizem que o apoio de Dilma faria com que não votassem em um candidato. No caso de Alckmin, 40% afirmam que seu apoio seria indiferente, enquanto 31% dizem que o apoio poderia os levar a escolher um candidato e 26% afirmam que esse apoio os levaria a não votar em um candidato.

Na comparação com levantamento realizado em setembro, o índice dos que seriam indiferentes ao apoio de Alckmin a um dos candidatos à prefeitura de São Paulo caiu de 48% para 40%. A fatia dos que poderiam optar por um candidato a partir do apoio do tucano, por sua vez, oscilou de 27% para 31%, e a dos que não votariam por causa deste apoio oscilou de 21% para 26%. A tendência se repete com Dilma: em setembro, 53% diziam ser indiferentes ao apoio da petista, ante 44% agora. Outros 17% diziam que o apoio da presidente os faria não optar por um candidato, índice que oscilou para 20% no atual levantamento. Na direção oposta, eram 26% os que diziam que o apoio de Dilma os faria optar por um candidato, índice que subiu para 33%.

Os eleitores também foram consultados sobre o apoio do prefeito Gilberto Kassab e do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT), cujos resultados mostram tendências opostas. Para 49%, o apoio do atual prefeito faria com que não votassem neste candidato. Outros 35% dizem que o apoio de Kassab seria indiferente, e 13% afirmam que poderiam votar em um candidato apoiado por ele. Já o apoio de Lula poderia fazer com que 48% dos eleitores paulistanos optassem por um candidato, enquanto outros 32% dizem que esse apoio seria indiferente e 18% afirmam que o apoio do ex-presidente os levaria a não votar em um candidato. Na comparação com setembro de 2011, o índice dos que poderiam escolher um candidato apoiado por Lula subiu oito pontos (eram 40%), enquanto a taxa de indiferentes a esse apoio caiu de 39% para 32%. Desde 2003, o Datafolha já questionou os paulistanos sobre o apoio de Lula a um candidato a prefeito em São Paulo em dez oportunidades. Nesta décima primeira pesquisa, o ex-presidente alcança seu maior índice de influência. Quanto ao apoio de Kassab, subiu de 38%, em setembro, para 49%, atualmente, o índice dos que dizem que o apoio do prefeito os faria não optar por um candidato.

Entre os que têm ensino fundamental, 40% dizem que poderiam optar por um candidato à prefeito de São Paulo a partir do apoio de Dilma. Esse índice, no mesmo estrato vai a 58% no caso de Lula. Entre aqueles com ensino superior, porém, caem para 18%, no caso de Dilma, e para 24%, no caso de Lula. Entre aqueles que avaliam a gestão Kassab como ótima ou boa, 45% dizem que o apoio de Alckmin poderia os levar a optar por esse candidato, índice que fica em 39% para o apoio do próprio Kassab. No grupo de simpatizantes do PSDB, 63% afirmam que o apoio de Alckmin poderia os levar a optar por um candidato à prefeitura.

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