GM agride manifestantes na Câmara Municipal de Campinas – SP

Guarda Municipal observa manifestante dentro da Câmara.

Por Pablo Amaral

Fotos de Vinícius Zanotti

Os vereadores de Campinas poderiam ter entrado para a história de Campinas na noite de hoje. Com o placar de 16 votos a favor da oposição e 15 votos a favor do prefeito, a Câmara rejeitou o pedido de afastamento do prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT). Para aprovar o afastamento eram necessários 22 votos. A votação na Câmara de Vereadores de Campinas foi marcada por muita confusão. A Guarda Municipal agiu de forma truculenta, com repressão, gás de pimenta e cassetete. Só que toda esta confusão poderia ter sido contornada. Bastaria a GM desobstruir a entrada do plenário da Câmara de Vereadores. Segundo a ex-vereadora e dirigente do PSOL Marcela Moreira, o plenário possui capacidade para 640 pessoas. Marcela ficou durante o protesto inteiro com um cartaz protestando e gritando palavras de ordem. Cerca de 300 pessoas estavam acompanhando a sessão dentro da Câmara. Ninguém da Guarda quis prestar esclarecimentos sobre as agressões praticadas contra os manifestantes do movimento “Fora Hélio”. A GM também não quis comentar o porquê da obstrução da entrada do plenário, sendo que nossa reportagem flagrou centenas de lugares vazios.

Logo no início da tarde, aproximadamente às 15 horas, cerca de 200 apoiadores do prefeito formavam uma fila em frente à entrada do plenário da Câmara. Segundo Paulo Búfalo, presidente do PSOL, haviam crianças em frente à Câmara segurando faixas em pró do prefeito. A mesma informação foi confirmada pelo coordenador do sindicato dos servidores, Mario Marionaldo. A oposição acusou que houve pagamento para que as pessoas estivessem apoiando o prefeito. Questionados, nenhum manifestante pró-Hélio quis dar uma declaração e também não quiseram se identificar. Segundo

Presidente da Câmara encaminha os trabalhos: vereadores rejeitaram o pedido de afastamento.

informação do blog da Rose – http://blogs.band.com.br/blogdarose/page/2/ , os valores variavam entre R$ 30,00 e R$ 50,00. Alguns funcionários comissionados, os famosos cargos de confiança do prefeito, também estavam na fila. O funcionário fantasma da prefeitura, Cid Ferreira, também estava no plenário. Um caminhão de som alugado pelo PDT, partido do prefeito, também foi colocado na porta da Câmara. Uma vizinha da Câmara, a moradora Claudia Beraldo, da Rua Silva Pontes, denuncia que o Caminhão pró-Hélio estava na Câmara desde as 15 horas. “Minha rua foi bloqueada. Não dava nem pra falar no telefone.” Questionada se era a favor ou contra o prefeito Claudia cravou: “sou contra! Vim até aqui para ver o resultado. Acho que ele sai.”

Fora Hélio: Lideranças políticas, trabalhadores, estudantes e populares assistem a sessão na parte de fora da Câmara

Já no parte de fora da Câmara, os cidadãos que fazem parte do movimento Fora Hélio foram impedidos de entrar no plenário. O internauta Pierre Cury era um deles. Ativo “militante virtual” ele foi até a Câmara protestar com parte da população. Indignado com os manifestantes pró-Hélio, Pierre afirmou: “É alienação pura. Isso é autoritarismo”. Com o frio e com as agressões da GM, os adeptos do movimento não arredaram o pé. A reportagem flagrou vários momentos de tensão. Todos provocados pela truculência da Guarda Municipal. Célio Turino foi um dos manifestantes agredidos pela GM. Militante histórico do PC do B e ex-vereador de Campinas, a reportagem flagrou dois momentos em que Turino foi agredido. Uma foi em frente ao bloqueio. A outra foi quando ele tentava impedir que um GM agredisse outro manifestante, só que dentro da área restrita a quem possuía senha. A própria reportagem, enquanto entrevistava o ex-vereador Paulo Búfalo, passou mal com o gás de pimenta. O gás era borrifado com um cano que se conectava em um cilindro tipo extintor de incêndio. Em nenhum momento houve confronto entre os manifestantes. A cada ato de repressão da Guarda Municipal de Campinas, os manifestantes foram respondendo a truculência com palavras de ordem. Gritando “Hélio, ladrão, seu lugar é na prisão” ou “Abaixo a repressão”, todas as vezes que subia algum vereador na tribuna para fazer o uso da palavra, caso ela ou ele defendesse o prefeito Hélio, cerca de 300 pessoas que assistiam de um telão na rua os vaiava. Ao término da votação, os manifestantes do Fora Hélio não desanimaram e gritavam: “A luta continua. Prefeito a culpa é sua”.

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