Estelionato eleitoral… é engraçado (?) desculpe então.

Publicamos neste blog um texto que trata da privatização (terceirização) da gestão do bosque de Jales, tendo como  subtítulo: estelinato eleitoral. Fiquei muito feliz quando o blog do camarada cardosinho nos prestigiou e republicou a matéria.

Ana, leitora do blog do cardosinho, comentou: “estelionato? Murilo não me faça rir…” Pensei… terá Ana razão para rir? Qual será?… Isto ficou martelando em minha cabeça…

Minha primeira providência foi pesquisar os significados possíveis da palavra estelionato. Em seguida vou republicar parte das leituras que fiz.

No sitio acim.com.br encotramos a “Cartilha de Estelionato”… parte do trabalho do fraudes.org.br

Desde as origens da economia (alguns milhares de anos atrás) existem, na vida das pessoas e no mundo dos negócios, “golpistas” que se dedicam a por em prática vários tipos de fraudes, armadilhas, sistemas e esquemas para enganar e roubar o próximo.

Pesquisas recentes descobriram, por exemplo, que antigos egípcios, por volta de 500 A.C., fraudavam ricos e nobres vendendo falsos gatos e outros animais embalsamados para suas cerimônias fúnebres … As múmias de animais fraudulentas, na realidade, continham somente gravetos e algodão, em alguns casos continham também pedaços de ossos de outros animais.
Nas mitologias Grega e Romana, Hermes (ou Mercúrio), considerado o deus dos ladrões e fraudadores, aplicava vários golpes nos demais deuses e por isso tinha freqüentes problemas com Zeus. Sempre pra ficar nas mitologias antigas podemos mencionar o deus Loki, dos antigos nórdicos europeus, que fazia todo tipo de trapaça e enganação enlouquecendo os demais deuses. Vale também lembrar o que escreve o grande Cícero (106-43 a.C.), no capitulo 41 do livro I do “De Officiis”:

“Duas ainda são as maneiras com as quais se pode fazer injustiça: a violência e a fraude; a fraude é própria da raposa e a violência do leão; ambas são contrarias a natureza humana, mas a fraude desperta maior repulsão”
Entre os vários autores e filósofos que, ao longo dos séculos, enfrentaram em algum momento o assunto das fraudes, vale ainda lembrar Homero (850 a.C.), famosas as fraudes de Ulisses contra Polifemo e do cavalo de Tróia, Santo Agostinho (354-430 d.C.) e Maquiavel (1469-1527 d.C.). Este último, no seu “O Príncipe” (cap. XVIII), escrevia que é necessário “saber entrar no mal, se for necessário”, ou seja recorrer às fraudes, quando inevitável.

Na idade média, eram muito comuns às fraudes com pesos e medidas e com adulteração de alimentos e bebidas, como comprovam vários documentos e normativas contra as fraudes que chegaram até nós. Por volta de 1100 d.C., com a invenção e difusão das letras de câmbio, iniciou também uma nova era de fraudes “documentais” (com certeza bem menos freqüentes naquela época, onde a palavra tinha valor, do que hoje).

Por volta de 1637 veio à famosa “bolha” das Tulipas, na Holanda, uma fraude coletiva que levou à falência milhares de pessoas que tinham especulado no comércio dos bulbos desta flor.

Em 1720 veio outra grande fraude contra investidores, a famosa bolha da “South Sea Co.” uma empresa inglesa de navegação e comércio que foi divulgando informações falsas que levavam os investidores a comprar sempre mais ações e sempre mais caros (que eram prontamente emitidas), até que o castelo desabou e todos perderam seu dinheiro. É interessante mencionar também a origem histórica e etimológica de duas famílias de termos muito comuns e relacionados ao mundo das fraudes:

Conto do Vigário e Vigarista. – Na verdade a expressão inicial era cair na “conta do vigário”, pois esses recebiam ouro roubado e pagavam pouco aos escravos que o vendiam (depois de ter-lo roubado, é claro). Várias igrejas foram construídas segundo alguns pesquisadores, graças à “conta do vigário”. Daí que veio a palavra “vigarista”, pessoa que agia como os vigários d’então.

Picareta e Picaretagem. – Provavelmente o termo deve sua origem aos romances picarescos (Espanha, século XVI) e á figura do “pícaro” que originalmente eram os soldados esfarrapados, famintos e aventureiros que no século XV vinham da Picardia. Mais em frente o termo “pícaro” assumiu o significado de um tipo inferior de servo, sobretudo ajudante de cozinha, sujo e esfarrapado, mas também esperto e sem escrúpulos que usa da mentira, dissimulação, malandragem e astúcia para tirar proveito das situações.

Isso tudo prova que o problema das fraudes é bem antigo. Obviamente com o progresso tecnológico e a evolução do mundo também estes sistemas evoluíram. Os fraudadores são muito criativos, freqüentemente bem informados, flexíveis e adaptáveis a novas situações, por isso novas fraudes aparecem de contínuo se ajustando e desfrutando cada nova oportunidade.
Caloteiros, espertalhões e vivaldinos, ou simplesmente estelionatários, são alguns dos nomes usados para identificar gente que costuma viver da desgraça dos outros. Eles sempre existiram, mas número de golpistas tem multiplicando-se e os golpes ganham novas versões, incluindo a tecnologia moderna, como telefone, Internet e sistemas eletrônicos dos bancos.

O CRIME DE ESTELIONATO

Derivado do latim stellio, onis, nome de uma espécie de lagarto que muda de cor para passar despercebido, o Código Penal, em seu artigo 171, define vários tipos de estelionato e fraude. Os golpes são tantos que o artigo da lei, o n.º 171, virou gíria para descrevê-los. (*1) Grifo nosso.

Muitas pessoas já sentiram na pele, ou melhor, no bolso, o quanto machuca ser vítima de um “171”. Teve até quem se valeu de relações de amizade para atrair suas vítimas. Recentemente, uma viúva embarcou com R$ 1.660,00 atraídas pela promessa de que seu marido havia deixado um seguro de quase R$ 60.000,00. Cuidado, a próxima vítima pode ser você. Os golpistas, invariavelmente, contam com a ganância e ambição das vítimas para completar seus golpes e ganhar dinheiro fácil. Normalmente, a vítima fica eriçada na menor possibilidade de obter uma boa quantia de dinheiro.
O Banco Central aperta o cerco aos golpistas por meio do Decif (Departamento de Combate a Ilícitos Cambiais e Financeiros), mas é difícil de chegar aos estelionatários, que mudam constantemente de endereço, utilizam telefones celulares pré-pagos que não identificam quem é o proprietário. Confira a relação de golpes mais comuns, o que pode ajudar a evitar que você seja a próxima vítima.

Confira aqui como são aplicados os golpes mais comuns, o que pode ser útil para evitar cair no “171”, ou no popular conto-do-vigário:

APOSENTADORIA
Golpe bastante antigo que segue fazendo vítima entre os aposentados é do saldo de aposentadoria. Aplicado normalmente por telefone, o golpista diz que existe um saldo de aposentadoria, mas que para ser retirado é preciso efetuar um depósito na conta tal. Antes de fazer tal depósito é bom averiguar com o pessoal do banco onde retira sua aposentadoria.

PEDRAS PRECIOSAS
Este tipo de golpe chega via Internet. Por e-mail chega a sugestão para a pessoa comprar pedras preciosas e utilizar a cautela que “garantem” ser valiosa, para obter empréstimos em bancos. Este tipo de garantia não é aceito pelas instituições financeiras.

AGIOTAGEM
Celulares novos estão sendo pedidos por agiotas como garantia nos empréstimos que fazem. Indicam o modelo do telefone e a loja onde podem financiar em até 15 vezes. A vítima entrega o telefone e recebe seu dinheiro do agiota, mas fica devendo para a loja, onde os juros podem chegar a 3.577,44% ao ano.

BNDS FACILITADO
Não existem empresas autorizadas pelo BNDS (Banco Nacional de Desenvolvimento do Extremo Sul), ou consultores cadastrados para oferecer financiamentos a empresas. Portanto, se alguém aparecer oferecendo empréstimo facilitado junto ao BNDS. Se ele pedir qualquer tipo de adiantamento, chame a polícia que provavelmente você está com um golpista à sua frente.

LUCRO FÁCIL
Anúncios de lucro fácil também podem ser um golpe, e aí entra qualquer negócio, como fazer cursos para aprender ofícios como cultivar cogumelos, criar minhocas e rãs, por exemplo. Quem acredita e faz o curso, normalmente pagando taxa elevada por isso (anúncio de curso para cultivar cogumelos publicados em jornal de circulação estadual, esta semana, informou que o custo da aula era de 150 reais por pessoa). A vítima vai de dar conta mais tarde, ao entrar no negócio, que os lucros não são elevados como o anúncio dizia.

EMPRESAS QUEBRADAS
Outro golpe que tem lesado muita gente refere-se à cobrança de contas junto a empresas quebradas. Se aparecer alguém cobrando uma taxa para liberar créditos a receber de empresas falidas, não acredite. A falcatrua pode ser informada pelo telefone 0800 992345.

CONSÓRCIO
Fique atento. Não acredite em vendedor que afirma que você será sorteado assim que aderir ao plano ou que receberá o prêmio em dinheiro. Alguns vendedores de consórcios se passam por funcionários de financeiras, oferecem empréstimos, cobram taxa de cadastro mas não entregam o dinheiro. A vítima perceberá tarde demais que o que assinou, na verdade, era um contrato de compra de cotas de consórcio.

 ©2006 Monitor das Fraudes – http://www.fraudes.org

No sitio dexiclopédia.0rg/wiki encontrei:

O artigo 171, capítulo VI, título II do código penal brasileiro descreve estelionato, um crime contra o patrimônio, sendo definido como “obter para si ou para outro vantagem ilícita em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro mediante artifício, ardil ou qualquer outro meio fraudulento”.

São quatro requisitos básicos para um golpe ser enquadrado como estelionato:

  • obtenção de vantagem ilícita;
  • causando prejuízo a outrem;
  • mediante utilização de um artifício ou ardil;
  • que induza ou mantenha alguém em erro.

Se faltar um destes elementos, é algum outro crime. Uma pessoa pode ser considerada estelionatária se passar cheque sem fundos e for levada a juízo.

[editar] Golpes famosos

[editar] Conto Da Premiação

O otário é enganado com a falsa promessa de uma premiação. Em troca dessa “premiação”, o safado do bandido recebe da vítima um objeto de valor. O conto está divido em dois subgrupos:

[editar] Conto Da Premiação Simples

O caloteiro aborda um dono de bicicleta trouxa. Conta uma mentira sobre um concurso de bicicleta com premiação. Convence o otário a deixá-lo dar uma volta na bicicleta e some com ela.

[editar] Conto Da Premiação Complexo

O malandro, além de falar em premiação, entrega ao otário um cheque de terceiros como depósito, identificado posteriormente como roubado.

[editar] Conto Das Moedas

O criminoso chega em um restaurante e, dizendo-se autorizado pelo proprietário, solicita a um funcionário que o acompanhe até um banco para trocar notas por moedas, para facilitar o troco. No caminho ou no interior do banco o estelionatário se oferece para fazer a transação, pegando o dinheiro e dando no pé.

[editar] Conto Do Aluguel

Chegando numa corretora de imóveis, o vigarista diz que tem residência fixa em outro país e que necessita alugar um imóvel no Brasil. Alegando problemas de transferência de dinheiro do exterior para cá, convence a corretora a emitir alguns cheques até a chegada do dinheiro. O valor do débito é depositado em caixa eletrônico e bloqueado por 72 horas. Após o prazo de compensação bancária, a corretora toma ciência de que o envelope referente ao depósito estava vazio e que o trapaceiro já havia abandonado o imóvel locado.

[editar] Conto Do Emprego

[editar] Conto Do Emprego Simples

No conto do emprego simples o salafrário oferece emprego a diversos otários, solicitando pagamento para fazer a papelada necessária. As vítimas entregam a grana para o patife, que desaparece.

[editar] Conto Do Emprego Complexo

A vil criatura aproxima-se do trouxa e, após ganhar sua confiança, oferece um emprego. O bocó, considerando o golpista como amigo, entrega a ele seus documentos. De posse de tais documentos, o pulha efetua compras em várias casas comerciais.

[editar] Conto Do Falso Depósito

O caloteiro cafajeste se interessa por comprar alguma coisa anunciada em jornal. Entra em contato com o otário e verifica a mercadoria. A vítima fornece o número de sua conta corrente para ser realizado o depósito e fechar o negócio. O trambiqueiro simula depósito em conta, utilizando um envelope vazio do caixa eletrônico. O estelionatário apresenta à vítima o “comprovante de depósito”, recebendo a mercadoria. No dia seguinte, o trouxa verifica que o depósito não foi efetivado, pois o envelope estava vazio.

[editar] Conto da Recompensa

1ª Etapa – O malandro deixa cair um diamante, uma barra de ouro ou uma adaga cravejada de joias perto de um otário previamente escolhido. Aproxima-se o segundo vagabundo, que recolhe o objeto do chão e pergunta ao trouxa sobre a propriedade do objeto caído.

2ª Etapa – O primeiro meliante retorna e, mostrando-se muito agradecido,diz querer recompensá-los. Indica um endereço determinado e o tipo de recompensa a ser resgatada no local.

3ª Etapa – O segundo caloteiro dirige-se ao local indicado para receber a recompensa, deixando com o primeiro vagabundo e com a vítima alguma coisa de valor como garantia de sua volta.

4ª Etapa – Retorna minutos depois com a recompensa prometida. Juntos, os dois sacanas convencem o abobado a fazer o mesmo. Para isso este deixa todas sua economias e o carro nas mãos da dupla como garantia, dirigindo-se ao endereço indicado para apanhar sua recompensa.

5ª Etapa – Ao tentar localizar o endereço, o otário verifica que ele inexiste, ou que no local desconhecem completamente a dupla de estelionatários. Ao retornar ao ponto de encontro para esclarecer a situação, os filhos-da-puta já terão desaparecido.

[editar] Conto do Anúncio

O vigarista publica um anúncio de grande circulação, oferecendo um produto ou a prestação de um serviço. O preço anunciado é convidativo, bem abaixo do preço de mercado. Os contatos são feitos por meio de telefone; uma primeira parcela é exigida para cravar o otário rapidinho. Existem muitas variações:

[editar] Venda de Carro

O criminoso anuncia em jornal de grande circulação a venda de veículo automotor. O trouxa entra em contato por telefone e, pensando que descobriu uma grande barbada, acerta a compra, efetuando um depósito bancário como entrada, com a promessa de o restante ser roubado em parcelas. O otário desconfia da demora em receber o carro e, ao tentar localizar a agência de automóveis, descobre que ela não existe e começa a chorar.

[editar] Venda Com Puta Dor

O meliante anuncia a venda de um incrível computador. A vítima deposita em banco uma quantia na conta corrente do vagabundo como primeira parcela. A mercadoria nunca chega e o vigarista escafedeu-se.

[editar] Venda de Imóvel

O estelionatário anuncia a venda de imóvel. O otário dá uma grana como sinal a um falso corretor de imóveis, que lhe entrega as chaves. Mais tarde, descobre que o imóvel se encontra ocupado por outra pessoa, que afirma ter comprado diretamente do proprietário.

Em certos casos, quando o caloteiro difraçado de corretor ainda pode ser localizado, ele emite notas promissórias como garantia de pagamento futuro para ganhar tempo. Em todos as vezes, a partir de determinado momento o estelionatário some do mapa.

[editar] Venda de Consórcio

O desgraçado do vagabundo anuncia em jornal a venda de consórcio. A vítima entra em contato telefônico com uma empresa falsa, adere ao contrato de consórcio e deposita o valor da primeira prestação na conta corrente do estelionatário feliz. O carnê com as demais prestações nunca chega à residência do palerma. A empresa desaparece em um passe de mágica.

[editar] Locação de Imóvel

O vigarista anuncia em jornal oferecendo uma locação de imóvel a preço de banana. Após as negociações, o caloteiro cobra um depósito de três meses de aluguel, marcando uma data para o bocó assinar o contrato e pegar a chave em um cartório. Como o estelionatário não aparece, o otário retorna ao imóvel, descobrindo que caiu em um conto-do-vigário.

[editar] Oferta de Emprego

O caloteiro anuncia oferta de emprego no jornal. O trouxa envia currículo, fotos e cópia de documentos e da chave de casa pelo correio, uma vez que o destino é sempre outro estado. Para a agilizar a emissão de certidões negativas, o otário envia valores em cheque ou em dinheiro. Depois de algum tempo, não se consegue mais contatar o estelionatário.

[editar] Aluguel de Táxi

O trambiqueiro anuncia o aluguel de táxi com baixos valores de seguro e diária. Ao entrar em contato telefônico, o otário mantém conversa com um comparsa do caloteiro, que se diz amigo do proprietário do veículo e se dispõe a levar o tal veículo até a residência da vítima. Ao ver o carro, o trouxa aceita o aluguel e paga o valor do seguro, comprometendo-se a devolver o carro diariamente às 18 horas, juntamente com o valor da diária, no endereço do segundo estelionatário. Ao término do primeiro dia, o palerma paga a diária e deixa o carro. Ao retornar no dia seguinte, surpresa! O estelionatário não é mais encontrado. A vítima, ao ligar chorando para o telefone contatado no início, é informada de que os vagabundos são desconhecidos.

[editar] Empréstimo Pessoal

O vagabundo oferece crédito rápido/empréstimo pessoal no jornal. Como taxa, a vitima deve efetuar um depósito em dinheiro para a liberação do crédito. O empréstimo nunca é entregue. Em alguns casos é feito um depósito na conta do contratante com um cheque roubado, usando este argumento para coagir a vitima a fazer o depósito o mais rápido possível.

[editar] Obtenção de Diploma de 2º Grau

O estelionatário bota um anúncio sobre a obtenção de diploma de 2º grau em noventa dias. O trouxa paga a grana e nunca recebe o diploma, e ainda por cima teve que fazer todas as provas.

[editar] Recuperação de Crédito

O vigarista oferece o serviço de recuperação de crédito na SERASA. Para isso o otário deve fazer um depósito em uma conta bancária. O serviço não é realizado e o dinheiro depositado já está nos bolsos do criminoso.

[editar] Conto do Bilhete Premiado

Um verdadeiro clássico. O malandro aborda o panaca de forma humilde, mostrando um falso bilhete lotérico premiado. No decorrer da conversa, entra em cena um segundo pilantra que se diz interessado em ajudar. Com a promessa de ser gratificado, os trambiqueiros convencem o trouxa a receber o dinheiro, uma vez que o “ganhador” diz não ter documentos pessoais. A vítima deixa algo de valor com os malandros, como garantia de que voltará com o prêmio. Ao tentar receber o dinheiro, a vítima quebra a cara.

[editar] Conto do Empréstimo

Aproveitando-se do desespero das pessoas diante dos juros altos, esse golpe tem duas variantes:

[editar] Conto do Empréstimo Simples

O bastardo do vigarista oferece ao otário um empréstimo com baixos juros e pagamento parcelado, geralmente por meio de anúncio em jornal. O babaca deposita um valor de cadastro na conta corrente do caloteiro, como garantia do empréstimo. O crédito nunca ocorre.

[editar] Conto do Empréstimo Complexo

Mesma coisa que o primeiro, só que alguns dias após ter recebido a garantia de empréstimo, o meliante efetua um crédito na conta corrente da vítima utilizando um cheque roubado.

[editar] Conto do Falso Funcionário

O safado do trambiqueiro encarna o papel de funcionário público ou funcionário de grandes empresas privadas, exibindo documentos, crachá e até uniforme. Em razão do cargo que “ocupa”, vende aos abobados um meio de obter de alguma vantagem ligada a essa função imaginária.

[editar] Funcionário De Estabelecimento Bancário

O caloteiro chega para o otário na agência do banco dizendo que é funcionário do mesmo e se oferecendo para auxiliá-lo no caixa eletrônico, a fim de que fique isento do pagamento de taxas extras. O trambiqueiro fica na frente da vítima no caixa eletrônico e faz transferências de valores para outra conta corrente.

Em outras ocasiões o vagabundo ordinário, se dizendo funcionário de estabelecimento bancário onde o trouxa possui conta, efetua o “recadastramento”, extraindo da vítima a senha do cartão magnético. Com isso, efetua vários saques até deixar a conta sequinha.

Ainda como bancário, o meliante, usando uniforme e crachá, aborda a vítima na própria agência bancária dizendo que as notas de cinquenta são falsas. O trouxa é levado ao balcão de atendimento e o estelionatário pede que ele preencha uma guia enquanto vai trocar as “notas falsas”, desaparecendo no horizonte com elas.

[editar] Fiscal da Prefeitura

O filho-da-mãe se disfarça de fiscal da Prefeitura e cobra um cheque de R$ 5,00 de um comerciante. Quando o otário verifica sua conta corrente, descobre que seu cheque foi adulterado para um valor maior.

[editar] Funcionário da Receita Federal

O desgraçado vai numa escola pública como funcionário da Receita Federal, dizendo ter computadores para doação. Oferece a venda dos mesmos aos funcionários da escola pela metade do preço de mercado, com pagamento em três vezes. Os professores pagam a primeira parcela na hora. O maldito ladrão recebe a grana e, dizendo que buscará os computadores, desaparece.

Em outras situações o bandido infeliz vai em um posto médico, apresentando-se como funcionário da Receita, dizendo que está vendendo computadores pertencentes à Receita Federal, destinados a leilão. Após receber um sinal, leva os idiotas às “proximidades” do falso local de entrega, pede para eles esperarem um minutinho, e some para sempre.

Em outra variante o monstro imoral, apresentando-se em uma loja como funcionário da Receita, pede dinheiro para pagar o Imposto de Renda da empresa, desaparecendo após receber a quantia.

[editar] Contador

O vigarista aparece em uma firma dizendo que é o contador. Fingindo uma conversa ao telefone com o proprietário da empresa, convence a funcionária a entregar-lhe todo o dinheiro do caixa.

[editar] Conto do Paco

Um malandro aborda o trouxa, fingindo ter achado um cheque de alto valor ou algum objeto precioso, perguntando se tal bem pertence à vítima. O otário diz que não é dele. Nesse momento chega o segundo meliante, apresentando-se como o dono. Dizendo-se imensamente agradecido, quer recompensar aqueles que o encontraram com um prêmio em dinheiro. O comparsa que “achou” o bem sai e volta com um pacote de dinheiro, sendo que no meio do maço há apenas papel comum ou dinheiro fora de circulação. Sem se dar conta do engodo, a vítima, estimulada pelo que acaba de presenciar, cai na armadilha, deixando como garantia sua bolsa com seus pertences. Sai em busca de sua recompensa, dirigindo-se ao local indicado pelos estelionatários, onde não tem recompensa alguma.

[editar] Conto Do Veículo Com Defeito

A ação acontece em via pública. O otário está dirigindo feliz seu carro quando é abordado pelos vagabundos que estão em outro veículo. Estes o “avisam” sobre um defeito no carro da vítima, oferecendo-se para consertá-lo. O trouxa paga aos estelionatários pelo “serviço” com cheques que posteriormente são adulterados, causando grande prejuízo. O carro não estava com nenhum problema, é claro.

[editar] Conto Do Ouro

O vagabundo metido a cigano aproveita-se da cretinice popular para oferecer peças de ouro por um preço irrisório. O otário, pensando estar comprando ouro, efetua a transação. Posteriormente, descobre que comprou apenas metal amarelo, sem qualquer vestígio do nobre metal.

[editar] Conto Da Falsa Revenda

O cara-de-pau oferece produtos supostamente adquiridos em leilão da Receita Federal, razão dos baixíssimos preços dos objetos. O trouxa mostra-se interessado e paga pelos produtos sem ao menos vê-los. A seguir o meliante desaparece com o dinheiro, sem entregar qualquer dos objetos adquiridos.

[editar] Conto Do Plano De Saúde

O maquiavélico contraventor oferece ao otário um plano de saúde. Este assina o contrato e efetua o pagamento das taxas contratuais ao estelionatário. Mais tarde, ao tentar usar seu plano de saúde, o palerma verifica não ter cadastro na empresa. Hey, quer ganhar um milhão de reais?Clique Aqui!

No sitio dji.com.br encontrei a definição do ponto de vista jurídico:

Do Estelionato e Outras Fraudes

Estelionato

Art. 171 – Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento.

Depois de toda a busca não consegui descobrir do que Ana ri. Concluí cabe perfeitamente a expressão se considerarmos a informação de que 171, estelinato, são expressões que cairam no uso popular como gírias, tendo portanto vários sentidos.

Concluí tambem que se formos olhar do ponto de vista excluivamente jurídico talvez não caiba o uso da expressão “estelionato eleitoral”, neste ou em qualquer outro caso, eleitoralmente falando.

Aprendi que para um golpe ser enquadrado dentro da figura típica de estelionato todos os quantro requisitos básicos tem de estar presentes, caso contrário, é outra coisa, não estelionat0. E um dos requisitos básicos é: “obtenção de vantagem ilícita”.

Acontece  que tem muita gente que defende que pregar uma coisa, e fazer outra depois não é ilícito. Muita gente acha que isto é normal. Para todos que pensam assim, meu sub título está errado.  Embora a expressão esteja consagrada como gíria, e portanto seja defensável, especialmente para quem pensa diferente.

Não consegui saber do que Ana ri, afinal nem sei quem é ela, mas em respeito ao leitor, apresento minhas desculpas públicas e vou atualizar o texto anterior,  eliminando o sub título…mas isto não muda os fatos. Pior… a macaca perdeu pro Oeste de Itápolis e nem o troféu de consolação levou…

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