Não dá para obrigar mulher a ter filho, diz nova ministra

DE SÃO PAULO

“Não vejo como obrigar alguém a ter um filho que ela não se sente em condições de ter. Ninguém defende o aborto, é respeitar uma decisão que, individualmente, a mulher venha a tomar.” Essa é a posição pessoal declarada pela atual deputada federal pelo PT do Espírito Santo e futura ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes, 54.

A informação é de entrevista de Johanna Nublat publicada na edição desta segunda-feira da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).

Iriny tem histórico de militante dos direitos humanos e sua declaração toca num dos pontos mais explorados durante a disputa eleitoral. Para ela, o papel do governo federal na questão é cumprir a lei, e cabe ao Congresso definir políticas públicas.

O tema consta em programa do PT do início do ano. A futura presidente Dilma Rousseff, porém, se disse contrária a mudanças na legislação -que prevê o aborto apenas em caso de estupro ou risco à saúde materna.

  Sérgio Lima/Folhapress  
A deputada federal (PT-ES) e futura ministra Iriny Lopes diz defender decisão pessoal de não ter filho
A deputada federal (PT-ES) e futura ministra Iriny Lopes diz defender decisão pessoal de não ter filho

Leia trechos da entrevista:

A sra. fala sobre o aborto?

Sim. Temos a responsabilidade no zelo da saúde pública, dentro da lei, de não permitir nenhum risco às mães.

A sra. tem uma posição pessoal sobre o assunto?

Minha posição é que temos que ter muitas políticas de prevenção e de esclarecimento. Agora, eu não vejo como obrigar alguém a ter um filho que ela não se sente em condições de ter. “Ah, é defesa do aborto…”

Ninguém defende o aborto, trata-se de respeitar uma decisão que, individualmente, a mulher venha a tomar.

Leia também: https://murilopohl.wordpress.com/2010/12/24/herancas-atavicas-por-julian-rodrigues/

Reportagem completa na Folha desta segunda-feira.

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3 Respostas

  1. Ola,

    Discordo dessa deputada. A decisão não é da mãe, aliás isso seria dizer que o bebê é propriedade dela. Coisas da quais as pessoas falam: Pró-aborto já é um assassinato, conserva-lo em decisão é tornar a vida uma propriedade e descartável. Depois não reclamem de guerras.

    • Rafael:

      A idéia é justamente debatermos o tema. Obrigado por manifestar seu ponto de vista.

      Penso que o ponto é outro, vejamos. O aborto no Brasil é proibido, ilegal. Apesar disto milhares de mulheres abortam. Tem como impedir? Das que abortam, as pobres não tem acesso aos serviços de saúde. Que fazer? Prende-las? Continuar a fazer de conta? Tratá-las ?

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