Caso Enem: todo apoio ao ministro Haddad (Dep. Paulo Teixeira PT – SP)

Escrito em 16 de novembro de 2010, às 11:49

Diante da recente notícia de que o presidente do Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região, o desembargador Luiz Alberto Gurgel de Faria, considerou o recurso do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) e sustou a liminar que invalida o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010, cabe aqui reiterar nosso apoio incondicional ao Ministro Fernando Haddad, à sua postura diante dos acontecimentos e à validação do Exame.

Não há motivos para que nossa confiança no Enem seja, em alguma medida, abalada. Afinal, entre os mais de 4,5 milhões de alunos que se inscreveram para fazer a prova (sendo que 3,3 milhões efetivamente a fizeram), menos de 1.000 tiveram problemas em suas avaliações. Isso significa que o Inep, responsável pelo Exame, e o Ministério da Educação, do qual o Inep é autarquia, obtiveram uma margem de mais de 99% de acerto. E, assim como grandes concursos e vestibulares que são realizados todos os anos no país, o Enem é passível de ter questões anuladas por conta de problema ou outro.

Além disso, conforme já se explicou, é possível aplicar uma nova prova aos poucos alunos prejudicados sem que haja perda de isonomia – isto é, nossa tecnologia educacional permite, com toda precisão, fazermos um exame com o mesmo grau de dificuldade do primeiro, pouco importando se as provas são realizadas em dias distintos ou não. Muitos exames, como o TOEFL, que avalia proficiência em língua inglesa, são realizados em países diferentes e em dias diferentes e, nem por isso, são desqualificados. Outro exemplo é o SAT (Standart Admissions Test), que, utilizado por universidades norte-americanas para selecionar seus futuros alunos, é realizado sete vezes por ano.

É evidente que as falhas precisam ser, com urgência, corrigidas, de modo que aprendamos com os erros a fim de evitar cometê-los no futuro. No entanto, o Exame Nacional do Ensino Médio vem recebendo saltos de qualidade consideráveis sob a gestão do Ministro Haddad. Trata-se, conforme observou o neurocientista Miguel Nicolelis – professor da Universidade de Duke – em entrevista ao Viomundo, de uma das melhores maneiras que existem no mundo de se avaliar o conhecimento, pois nela os alunos são examinados de modo uniforme, independentemente das diferentes metodologias de ensino a que foram submetidos.

Não é à toa que, ao todo, 500 mil alunos a mais se inscreveram no Exame desta vez, e que mais universidades passam a adotá-lo a cada ano. Por tudo isso, é nossa obrigação defender o Enem, refazer o processo com os alunos prejudicados e, por fim, validar sua aplicação neste ano de 2010. Quando tenta desqualificar a prova e menosprezar o trabalho do Ministro Haddad, a oposição, derrotada nas urnas, tenta criar um clima inexistente de terceiro turno. Não podemos permiti-lo.

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