Berlusconi: o Príncipe muda de pele (via Operamundi)

27/07/2010 – 19:48 | Gorka Larrabeiti | Madri 

As serpentes mudam de pele periodicamente. Vendo a história recente de Itália, e diante do que vem acontecendo há alguns meses, dá a sensação de que o Príncipe, esse poder oculto que domina a história de Itália desde sempre, como sustenta Roberto Scarpinato, também está em pleno período de muda de pele ou de troca de vestuário.

Sabe-se que o braço-direito de Berlusconi está condenado, estando ainda a decorrer o recurso, a sete anos por cumplicidade com a máfia; demitiram vários ministros por corrupção; destapou-se uma “rede gelatinosa” de corrupção que afeta ministros, políticos, empresários, juízes, altos prelados, agentes dos serviços secretos e jornalistas; soube-se da existência de uma nova sociedade secreta que pretendia manipular os membros do Tribunal Constitucional. Esta semana houve a demissão do ministro da Economia, Nicola Cosentino, acusado há um ano pelos juízes de Nápoles de ser o contato político do clã mais importante da Camorra. Também foram publicadas escutas desta sociedade secreta em que mencionavam um tal “César” – que, segundo os polícias, é Berlusconi.

Unidas as tesselas do mosaico, vê-se claramente que o governo é de um sistema criminoso, que tem contatos com o crime organizado. Não é por Berlusconi ser de direita. Não valem os adjetivos de sempre. Berlusconi representa a institucionalização do acesso do crime organizado ao poder, entendido como alta burguesia mafiosa (colletti bianchi, colarinhos brancos) com contatos com a “baixa” máfia.

Ditadura light

No pós-guerra, a Itália, para evitar o “perigo” comunista, converteu-se pouco a pouco numa democracia mafiosa. Com a chegada de Berlusconi ao poder, converteu-se primeiro numa “ditadura light mafiosa”, esvaziando de poder legislativo o parlamento e governando à base de decretos-lei e moções de confiança. Durante este período, Berlusconi aprovou 41 leis ad personam. O parlamento esteve atarefadíssimo cuidando dos interesses pessoais de Berlusconi. Hoje, este sistema de governo dá mais um passo e, a julgar por essa pressa que têm na aprovação da “lei da mordaça”, aposta numa ditadura mafiosa sem rodeios, sistema que nem sequer os pós-fascistas, que ainda têm algum sentido de Estado e de ideologia política, estão dispostos a admitir.
 
Digo democracia ou “ditadura light mafiosa” porque, uma ou duas vezes por ano, costumamos ler alguns dados sobre a faturamento das máfias na Itália. A manchete costuma ser sempre a mesma: “Máfia é a empresa que mais fatura na Itália”. Em 2007, segundo um dossiê da associação de comerciantes Confesercenti citado pelo procurador-geral antimáfia, a cifra ascendia a 90 bilhões de euros – isto é, 7% do PIB italiano. No último dia 2 de março, o presidente da Comissão Antimáfia do parlamento afirmava que a cifra oscilava entre 120 e 140 bilhões de euros “segundo as estimativas mais prudentes”, o que equivale ao PIB da Romênia. Um negócio florescente que, sendo estes dados corretos, teria crescido 50 bilhões – uns 65%, mais de 20% ao ano, em três anos de dura crise. Estamos perante um sistema econômico que dificilmente se poderá mudar da noite para o dia.
 
Ainda que a imprensa tenda a retratar a máfia como um assunto de baixa criminalidade, a dimensão desse enorme e crescente negócio obriga a pensar que há um fortíssimo poder que se move nas sombras e que sem dúvida manobra os fios de náilon do grande teatro da política. As provas da existência desse poder que todo mundo conhece mas ninguém vê existem justamente graças às escutas telefônicas, que – abrandadas as penas contra os mafiosos e desincentivado o arrependimento destes – se converteram no único instrumento da magistratura para combater o lado obscuro do poder.
 
Mordaça

Como dizíamos, para encobrir o modus operandi do Príncipe, Berlusconi e os seus engendraram a última lei vergonhosa conhecida como a “lei da mordaça”. Esta lei age em dois sentidos: por um lado restringe o Ministério Público e a polícia de realizar escutas. Por outro lado, cerceia a liberdade de publicar as ditas escutas sob pena de multas altíssimas e inclusive de prisão. Frank La Rue, especialista da ONU, declarou que a iniciativa – entre outras medidas pretendem limitar a publicação das intercepções telefônicas – constitui uma ameaça à liberdade de expressão. Houve uma greve importantíssima em Itália pela liberdade de expressão, à qual Berlusconi respondeu dizendo o seguinte: “Uma imprensa que desinforma, que não apenas distorce a realidade, mas que também pisa sistematicamente o sagrado direito à privacidade dos cidadãos invocando a ‘liberdade de imprensa’ como se se tratasse de um direito absoluto. Mas em democracia não existem direitos absolutos, já que todos os direitos encontram um limite noutros direitos igualmente válidos”.

Estas declarações suscitaram grande escândalo, não só porque são graves, mas a chave de leitura desta lei não está no ataque à liberdade de expressão. Por acaso se pode afirmar que durante estes 16 anos de império do conflito de interesses na Itália houve tal liberdade? Por acaso não é certo que muitos jornalistas italianos têm a mordaça posta há anos? Berlusconi pode ser molestado pelos jornais livres, mas não precisa dessa lei da mordaça. Basta retirar as subvenções estatais de 90 cooperativas e elas teriam de fechar as portas. Que o digam os colegas do Il Manifesto, que se manifestaram no parlamento para denunciar a sua situação. A Berlusconi só interessa a privacidade de Príncipe, que ele possa fazer e desfazer o que lhe der na telha, sem se preocupar com uma magistratura que escute suas ligações ou com uma imprensa que depois dê eco a elas.
 
As escutas mostram que a pele do Príncipe está prestes a cair. Que aspecto terá a nova?  Continuará a ser a de um Berlusconi finalmente ditador se conseguir que seja aprovada a “lei da mordaça”? Será, como propunha D’Alema, a pele de um conglomerado que conte com o apoio dos pós-fascistas de Giancarlo Fini mais os democratas-cristãos de Ferdinando Casini mais a centro-esquerda do PD: um “o-que-quer-que-seja” mas sem Berlusconi? Um governo técnico com uma ampla maioria com Giulio Tremonti, atual ministro da Economia, como presidente? Simplificando: ditadura mafiosa ou retorno à democracia mafiosa sem Berlusconi?

Minorias

Nem um nem outro, claramente. A esquerda ficará em minoria outra vez ao não aceitar tamanha alternativa, pois o que a esquerda jamais aceitará é que o sistema tenha de ser forçosamente mafioso. Surge então a pergunta que foi feita ao juiz Giovanni Falcone antes de o matarem: pode-se vencer a Máfia? Falcone respondeu: sendo um feito humano, a Máfia tem um princípio e há de ter um fim.

Já outro juiz antimáfia, Nicola Gratteri, especialista na ‘Ndrangheta e que vive sob escolta desde 1989, mostrava-se cético e dizia que, enquanto houver homens, haverá Máfia. O que não impede que se lute contra ela. Gratteri afirmou que não basta repressão militar: faltam, em primeiro lugar, medidas políticas como alterar o código penal, o código de processo penal e o sistema penitenciário. Em suma, a batalha contra a máfia, segundo ele, não será somente militar mas também social e cultural. A batalha deve centrar-se na conveniência econômica, não ética, de não pertencer às máfias.

Já há minorias que combatem dia-a-dia estas máfias, e não com palavras mas com ações. Voltemos a Scarpinato para concluir. O autor de Il Ritorno del Principe recordava há pouco tempo que os momentos mais destacados da história de Itália foram protagonizados por minorias. Minoria eram os mil de Garibaldi. Minoria era a Resistência antifascista. Minoria era a elite que escreveu a constituição. Minoria é hoje a esquerda sem representação parlamentar. Minoria são os políticos jovens do PD que não aceitam um governo de realpolitik (mafioso). Minoria são os trabalhadores da Fiat de Pomigliano que não aceitaram a chantagem imposta a eles: você quer trabalhar a ritmo “chinês” ou prefere ficar parado em terra da Camorra? Minoria são os sindicalistas da Fiom da Fiat de Melfi que foram despedidos em represália por terem participado na greve. Minoria são os precários. Minoria é o que não é maioria nem “zona cinzenta”. Minoria são os hospitais da Emergency, a associação Libera contra as máfias, o comitê Addio Pizzo, que liberta a economia do imposto mafioso, o fórum italiano de movimentos pela água pública, o observatório Antigone que cuida do respeito pelo direito nas prisões, os movimentos pelo direito à habitação como a Action, a defesa do património da PatrimonioSOS, a informação da Antimafia 2000, Megachip, Lettera 22, Peace Reporter, Radio Città Aperta, Fortress Europe, Giornalismo Partecipativo e tantos e tantos outros. Minoria são os que fazem e não apenas falam.

*Gorka Larrabeiti é professor e escritor espanhol. Escreve artigos sobre a Itália e a Europa na Tlaxcala, a rede multinguística de tradutores. Tradução de Alexandre Leite.

Vão entrar na caixa preta do Datafalha. Vai voar tucano para todo lado

    Publicado em 27/07/2010

 

Na foto, o “método” Datafalha de segurar tucano 

 

Saiu no (excelente) Blog Amigos do Presidente Lula:

DataSerra sob suspeita: Justiça Eleitoral permite acesso do partido PRTB a dados do Datafolha

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aceitou o pedido do PRTB (Partido Renovador Trabalhista) para ter acesso aos dados da pesquisa realizada pelo Datafolha, sob o registro 19890/2010, divulgada no último sábado (24). O PRTB é o partido do candidato à Presidência Levy Fidélix.

A decisão dá direito ao partido acessar o sistema interno de controle, verificação e fiscalização de coleta de dados, incluindo as identificações dos entrevistadores do Datafolha, para conferir e confrontar os dados do Instituto.

O DEM também entrou com o pedido para acessar os dados da pesquisa, mas teve o recurso negado, pois, segundo a Lei Eleitoral, só quem pode ter acesso as informações são os partidos dos candidatos, e não os coligados. Ta no R7 

Justiça inicia levantamento sobre situação de crianças e adolescentes em abrigos

09:52
27/07/2010
Débora Zampier
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A situação de 14.429 crianças e adolescentes que estão em 1.488 unidades de acolhimento em todo o país será detalhada em um diagnóstico que começa a ser elaborado hoje (27) pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O objetivo é reduzir o tempo de permanência nos abrigos para garantir a reintegração à família biológica ou a adoção, se for o caso.

Até o final de outubro, os juízes responsáveis pelas coordenadorias estaduais de Infância e Juventude realizarão audiências para verificar a situação pessoal e processual de cada criança e adolescente acolhido no país, assim como os locais que recebem esses meninos e meninas.

A medida está prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que estabelece que a revisão deve ser feita a cada seis meses, mas ainda não é cumprida em todo o país. “Para o juiz que já faz o controle completo, essa é uma medida que não faz diferença. Ela é direcionada àqueles que não seguem o estatuto, especialmente os juízes que atuam sozinhos em uma comarca decidindo ações de todas as áreas e não têm meios de fazer o controle”, afirma o vice-presidente para Assuntos da Infância e Juventude da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Francisco Oliveira Neto.

Segundo o juiz auxiliar da Corregedoria do CNJ, Nicolau Lupianhes, ao coordenar a revisão, o conselho visa a estimular o trabalho. “Pretendemos que, no futuro, os tribunais coordenem as revisões por si só, atendidas as peculiaridades locais”. Além dos juízes, participarão das audiências advogados, membros do Ministério Público e da Defensoria Pública. “O defensor e o advogado vão mostrar o que a criança precisa, o Ministério Público vai requerer, e juiz vai deferir ou não”, explica Lupianhes, coordenador da ação do CNJ.

As crianças e os adolescentes não serão os únicos ouvidos: parentes e profissionais que trabalham nos abrigos, como psicólogos e assistentes sociais, também passarão pelas audiências. Apesar do prazo final para encerramento das revisões ser um só, cada juiz coordenará o calendário nas unidades de acolhimento sob sua jurisdição. O CNJ lança o projeto oficialmente na tarde de hoje em uma unidade de acolhimento na cidade de Luziânia (GO).

Edição: Juliana Andrade

http://agenciabrasil.ebc.com.br/cidadania

PF inicia operação Tapete Persa contra pedofilia na Internet.

27/07/2010 15:33 – Portal Brasil

 

A Polícia Federal (PF) está realizando uma operação de âmbito nacional contra a exploração, abuso sexual e pedofilia na internet. Mais de 400 policiais federais participam da ação para cumprir 81 mandados de busca e apreensão em nove estados (Alagoas, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, além do Distrito Federal). Segundo a PF, a Constituição Federal prevê, no artigo 227, a proteção integral de crianças e adolescentes como prioridade e, somadas as penas, os criminosos poderão, se condenados, receber de 15 anos em reclusão.

Divulgação/Polícia Federal PF inicia operação Tapete Persa contra pedofilia na Internet

  • Apreensão feita no Rio Grande do Sul
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A operação – chamada Tapete Persa – começou na manhã desta terça-feira (27) e é coordenada pela Divisão de Direitos Humanos da PF, com o apoio da Interpol e da polícia alemã, que teria identificado milhares de usuários brasileiros distribuindo, compartilhando e divulgando material pornográfico na internet.

Um levantamento parcial da operação, divulgado PF no meio da tarde desta terça-feira (27), mostrou que até o momento, foram realizadas 20 prisões em flagrante, sendo 13 no estado de São Paulo, dois no Paraná, uma prisão no Rio de Janeiro, duas no Distrito Federal (na cidade satélite de Sobradinho), uma no estado do Alagoas e um em Goiás. Entre os presos há pelo menos duas pessoas com mais de 60 anos e um coronel de Polícia Militar. Um menor de 18 anos foi detido.
Segundo a PF, esse número de prisões é o maior já registrado para casos de pedofilia e ainda pode aumentar, pois há ainda muitos mandados de busca a serem cumpridos pelos agentes, até o final da operação.
Em Minas e em Santa Catarina não foram registrado prisões. Três suspeitos que não foram localizados também foram indiciados pela PF. Foram localizados diversos tipo de material de pedofilia nas residências dos suspeitos, além de drogas, armas e imagens que constatam a exploração de crianças por parte de parentes e vizinhos dos suspeitos.

Tapete Persa

O nome da operação faz alusão a um dos vídeos compartilhados pelos pedófilos, em que se notam imagens degradantes de uma criança de aproximadamente seis anos de idade sendo abusada sexualmente, tendo como pano de fundo um tapete persa, que também é o significado do vocábulo “perserttepich”, em alemão.

Após realizar a varredura da rede mundial de computadores, em busca de criminosos que estariam distribuindo, compartilhando e divulgando tais materiais criminosos já conhecidos, a polícia alemã identificou milhares de usuários em todo o mundo, inclusive no Brasil, realizando a conduta ilícita.

Mediante cooperação internacional, os fatos foram informados à representação da Interpol, no final do ano de 2008 e, a partir desta, chegou ao conhecimento da Divisão de Direitos Humanos da Polícia Federal.

Ainda no primeiro semestre de 2009, a unidade central da PF para crimes de pedofilia iniciou investigações preliminares para identificação dos locais utilizados pelos suspeitos para cometimento dos crimes no Brasil e individualização de cada um das condutas praticadas.

Posteriormente, mediante fundamentada autorização judicial da 12ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal, e manifestação do Ministério Público Federal, a PF encaminhou para suas unidades descentralizadas os endereços dos suspeitos obtidos junto aos provedores de Internet, juntamente com a prova da materialidade delitiva.

A partir daí, foram instaurados diversos inquéritos policiais, levantamentos de inteligência e solicitados mandados de busca e apreensão, visando à deflagração conjunta da Operação Tapete Persa nos estados.

Caso sejam encontrados imagens ou vídeos retratando cenas de exploração ou abuso sexual, além do crime de divulgação de tais imagens na rede mundial de computadores, previsto no art. 241-A, da Lei 8069/90 (ECA), os infratores poderão ser presos em flagrante delito por posse de pornografia infantil (art. 241-B, do ECA), sem prejuízo de responsabilização criminal por outras condutas conexas e pagamento de multa.

É importante ressaltar que a Constituição Federal prevê, no artigo 227, a proteção integral de crianças e adolescentes como prioridade absoluta e que, somadas as penas, os criminosos poderão, se condenados, permanecer por mais de 15 anos em reclusão.

Coordenada em âmbito nacional pela Divisão de Direitos Humanos da PF, por meio do seu Grupo Especial de Combate aos Crimes de Ódio e à Pornografia Infantil na Internet (Gecop), trata-se de uma ação de caráter internacional, em cooperação com a Interpol e a Polícia Criminal de Baden-Württenberg , localizada no sudoeste da Alemanha.

Fonte:Polícia Federal

São Paulo é a única das cidades-sede da Copa 2014 impedida de contrair dívidas, pelo excessivo endividamento da cidade, promovido pela dupla Serra/Kassab.

terça-feira, 27 de julho de 2010

ALAGADA EM DÍVIDAS

  Endividamento da cidade de São Paulo,
pela dupla Serra/Kassab, complica Copa-2014

São Paulo é a única das cidades-sede da Copa 2014 impedida de contrair dívidas, pelo excessivo endividamento da cidade, promovido pela dupla Serra/Kassab.
A medida provisória assinada na semana passada pelo presidente Lula, que ampliou o limite de endividamento das cidades-sede da Copa, será insuficiente para ajudar São Paulo. O município é o único que não pode contrair dívidas porque estourou os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.

José Serra (PSDB/SP) e Kassab (DEM/SP) compartilham essa semi-quebradeira, porque um é continuação do outro, como se fossem sócios no mesmo governo.

Serra assumiu a prefeitura de São Paulo em 2005, governou até o primeiro trimestre de 2006 (quando abandonou o cargo para candidatar-se a governador). Disse que deixava o vice Kassab no lugar, porque o governo dele na prefeitura já tinha deixado “tudo encaminhado”. Em 2008 apoiou Kassab, dizendo que a reeleição expressava o “êxito” do programa de ambos (dele e de Kassab) na prefeitura.

Agora o rombo está aí. A capital paulista está com dificuldades para fazer os investimentos necessários à Copa – e não é só estádio. A necessidade de melhorar a rede de transporte, que permanecerão como melhorias na infra-estrutura para população da cidade.

da Agência Brasil
 

Investimento de multinacionais brasileiras no exterior bate recorde.

As multinacionais brasileiras no exterior
Enviado por luisnassif, ter, 27/07/2010 – 13:29

Por Leal

Da BBC Brasil

A participação de empresas brasileiras no mercado externo, processo também conhecido como internacionalização, bateu recorde no primeiro semestre deste ano, com negócios que somaram US$ 12 bilhões.

Esse é o melhor resultado para um semestre desde que o Banco Central começou a fazer o levantamento, em 1968.

No conceito de participação, a autoridade monetária considera a compra total ou parcial de uma empresa no exterior, inclusive por meio de uma maior participação acionária.

O resultado reflete uma forte recuperação em relação ao ano passado, quando os negócios somaram apenas US$ 1,1 bilhão, em função principalmente da crise econômica internacional.

Causas 

Para especialistas, a retomada dos investimentos brasileiros no exterior é consequência, dentre outros fatores, da desvalorização de empresas estrangeiras, que ainda não se recuperaram da crise.

“Empresas americanas e europeias ainda não recuperaram seu valor de mercado. E como as brasileiras estão com dinheiro em caixa, puderam avançar no exterior”, diz o professor Jase Ramsey, da Fundação Dom Cabral.

Outra razão, segundo ele, está em uma “vantagem artificial”: a valorização do real frente ao dólar, que dá maior poder de compra às empresas brasileiras.

“Sem dúvida, o artíficio cambial ajuda. Mas ao mesmo tempo, precisamos reconhecer que as companhias brasileiras conseguiram passar pela crise com dinheiro em caixa. É mérito delas também, que saíram da turbulência relativamente mais fortes”, diz Ramsey.

Na avaliação do professor de comércio internacional da Fundação Instituto de Administração (FIA), José Roberto Araújo Cunha, a internacionalização das empresas brasileiras, além de ser uma questão de “sobrevivência” em certos setores, também traz “benefícios” para a economia interna.

“Aquele pensamento de que estaríamos exportando empregos é parte do passado. As empresas que vão para o exterior ganham competitividade e, assim, conseguem praticar preços interessantes para o consumidor brasileiro”, diz.

Oportunidade A lógica é a da “perda de oportunidade”. Ou seja, se a empresa brasileira não entrar no mercado americano, por exemplo, companhias de outras nacionalidades – como chinesas e coreanas – vão ocupar esse espaço.

“E quando isso acontece, elas ganham escala e podem praticar preços menores. Já as brasileiras perdem espaço lá fora e ainda correm o risco de ter seu produto com competidores mais baratos inclusive no mercado doméstico”, diz.

Cunha cita o setor de autopeças brasileiro como um exemplo de setor que já foi forte, mas que deixou de se internacionalizar e acabou perdendo competitividade.

Uma das empresas brasileiras que mais se internacionalizaram nos últimos anos, a Gerdau também está entre aquelas que aproveiram para fazer negócios no semestre, com um investimento de US$ 1,6 bilhão na Ameristeel, baseada nos Estados Unidos, onde já era majoritária.

O professor da FIA diz que as empresas buscam espaço em outros mercados não apenas para ampliar seus lucros, mas também para ter acesso direto ao consumor – especialmente quando existem barreiras comerciais.

“Vários países impõem barreiras tarifárias ou não-tarifárias à importação de certos produtos. Muitas vezes, as empresas estrangeiras não conseguem exportar e acabam abrindo unidades nesses mercados”, diz.

No Tocantis, metade da chapa de Serra apoia Dilma. Chapa é encabeçada por Siqueira Campos (PSDB), mas conta com dois candidatos ao Senado que pedem votos para Dilma (PT)

Terça-feira, 27 de julho de 2010

Metade da chapa que defende a candidatura do presidenciável José Serra (PSDB) no Tocantis tem feito campanha para Dilma Rousseff (PT). Hoje, o tucano estará, pela primeira vez nesta corrida eleitoral, em Palmas – capital tocantinense. Fará uma caminhada pelo centro da cidade.

Encabeçada pelo candidato ao governo Siqueira Campos (PSDB), a chapa que apoia Serra oficialmente conta com dois candidatos ao Senado, João Ribeiro e Vicentinho Alves (ambos do PR), que têm pedido votos para a petista.

“Em todo meu material de campanha tem a foto de Dilma e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, afirma João Ribeiro, que é também presidente do diretório estadual do PR no Tocantis. O vice de Siqueira é o deputado federal João Oliveira, do DEM, partido que apoia Serra.

Ribeiro é candidato à reeleição ao Senado. “Apoiei o governo Lula nos últimos anos. Não tinha como não ficar com a Dilma”, disse. “Mas eu disse a ela e ao ministro Alexandre Padilha [Relações Institucionais] que iria ficar com o Siqueira”, completou.

O senador do PR adiantou que não estará presente na caminhada que Serra fará ao lado de Siqueira marcada para as 15h30 desta quarta-feira, na avenida Juscelino Kubitschek, no centro de Palmas. Segundo nome para o Senado, Vicentinho também não irá.

A falta dos dois candidatos deverá ser compensada pela presença da senadora Kátia Abreu (DEM-TO), coordenadora geral da campanha de Serra no Tocantis. Ela abriu mão de disputar o governo do Estado para apoiar Siqueira.

Em 2006, Kátia preferiu romper com Siqueira para apoiar a reeleição de Marcelo Miranda (PMDB). Na disputa pelo Senado, enfrentou o filho do tucano, Eduardo Siqueira Campos, senador que acabou derrotado pela então deputada Kátia Abreu.

“Isso já foi superado. Ela conseguiu fazer um mandato que ajudou o nosso Estado. Como presidente da CNA (Confederação Nacional da Agricultura) também ganhou projeção nacional”, afirmo Eduardo Siqueira Campos, que é coordenador político da campanha.

Sobre o apoio de João Ribeiro e Vicentinho Alves a Dilma Rousseff, Eduardo Siqueira minimiza. “O importante é que nós e a senadora Kátia Abreu estamos com Serra. Essa aliança com o PSDB e DEM no Tocantis é fundamental”, disse.

Eduardo, porém, lamentou o fato de o PPS não compor a chapa. Ao contrário do que ocorre na maior parte das disputas pelo País, o partido preferiu ficar no palanque governista encabeçado pelo atual governador Carlos Gaguim (PMDB).

Eleito governador pela Assembleia Legislativa após a cassação de Marcelo Miranda em junho do ano passado, Gaguim conseguiu firmar uma aliança com o PT no último dia de prazo estabelecido pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Com isso, Paulo Mourão (PT) ganhou uma vaga para disputar o Senado ao lado de Miranda.

Adriano Ceolin, enviado a Palmas
FONTE: http://ultimosegundo.ig.com.br 

http://tucanoscomdilma.blogspot.com/2010/07/no-tocantis-metade-da-chapa-de-serra.html

A eleição 2010 e o fim do sucateamento da saúde pública em São Paulo

O processo de terceirização e privatização implementado por governos tucanos em São Paulo repetem o padrão das políticas que FHC e Serra fizeram: sucateamento e pauperização crescentes das estruturas públicas, principalmente as hospitalares e educacionais, e desvalorização de seus funcionários. Sobre isso trata o artigo de Gilson Caroni Filho e João Paulo Cechinel Souza, publicado pela Agência Carta Maior.

Por Gilson Caroni Filho e João Paulo Cechinel Souza
Terça-feira, 27 de julho de 2010

Nos últimos dias, temos visto uma infindável torrente de notícias trazendo o presidenciável José Serra como o baluarte derradeiro na defesa por uma saúde pública decente. Cabe-nos, entretanto, salientar alguns pontos propositalmente obscurecidos pela grande mídia sobre o tema em questão.

Desde 1998, com a eleição de Covas e a edição/promulgação de um projeto de lei pelo então presidente FHC, as Organizações Sociais (OSs) passaram a gerir uma série de instituições hospitalares Brasil afora, mas encontraram no Estado de São Paulo seu porto pacífico.

A partir de então, os hospitais e serviços de saúde, que vinham sendo administrados diretamente pelas autarquias municipais e estaduais tiveram seu gerenciamento progressivamente terceirizado, privatizado – sempre pelas mesmas (e poucas) empresas (OSs), e sempre sem licitação.

O esquema, de contratos milionários, envolve aquilo que FHC e Serra fizeram enquanto foram gestores federais: sucateamento e pauperização crescentes das estruturas públicas, principalmente as hospitalares e educacionais, e desvalorização de seus funcionários, para que o argumento privatizador pudesse encontrar respaldo junto à população em geral, com o devido apoio das corporações midiáticas.. E assim foi. E assim continua sendo São Paulo.

Serra deixou à míngua o renomado Instituto do Câncer Dr. Arnaldo Vieira de Carvalho (IAVC), forçando os profissionais a pedirem demissão pela falta de condições dignas de trabalho no local, relegando a segundo plano o tratamento dos pacientes que lá procuram auxílio. Preferiu deixar de lado um centro de excelência para inaugurar o resplandecente e novo Instituto do Câncer de São Paulo Octávio Frias de Oliveira (ICESP), só para homenagear seu padrinho midiático, aquele cuja família lhe oferece a logística de um jornal diário e a metodologia favorável do Datafolha.

Infelizmente, até hoje o ICESP não funciona plenamente, os profissionais de saúde têm dificuldades imensas para encaminhar para lá os doentes que dele precisam e os pacientes do IAVC continuam com sérios problemas para conseguirem ter sua saúde recuperada.

Por conta dessa mesma terceirização da saúde pública paulista e paulistana, o vírus da dengue encontrou em São Paulo um grande apoio governamental. Minimizando a atuação das Unidades Básicas de Saúde (UBS) na prevenção de diversos problemas de saúde, subestimando o fator pluviométrico e seu poder disseminador de doenças, a Prefeitura Municipal de São Paulo demitiu centenas de agentes de combate às zoonoses, essenciais para o controle da doença.

A responsabilidade pelo aumento de quase 4.000% no número de casos de dengue na cidade é debitada na conta da população que não está à altura da arquitetura inovadora do tucanato. Sem contar os assombrosos índices de contaminação nas cidades de São José do Rio Preto e Ribeirão Preto, todas administradas por políticos com ideias semelhantes às dos prefeitos paulistanos Serra-Kassab – e por eles apoiados.

Não bastasse tamanho descalabro, delegou às OSs a administração de diversas UBS, prejudicando, sobremaneira, a inserção das equipes de Estratégia de Saúde da Família (ESF) no Estado, onde podemos encontrar um enorme vácuo no mapa brasileiro no que diz respeito à sua efetiva implementação. A saber, as equipes de ESF são inseridas tendo em vista, basicamente, o contingente populacional a ser atendido. Com base nisso, São Paulo deveria ser o Estado com maior número de equipes – justamente o contrário ao que se constata na realidade.

No que diz respeito às estratégias de atendimento primário à saúde, Serra fragmentou todo o atendimento prestado pelas UBS, esperando, assim, reinventar a roda – e, com ela, quem o legitimasse publicamente. Essa foi a lógica que o levou a criar o “Dose Certa”, o “Mãe Paulistana” e as unidades de Atendimento Médico Ambulatorial (AMAs), que, reunidos, constituem, justamente, o que se chama no resto do Brasil de ESF.

Mas a farsa de José Serra não tem começo tão recente. Antes de redescobrir a pólvora no atendimento primário, já estava chamando para si os louros do programa dos Genéricos, verdadeiramente criado pelo médico e então Ministro da Saúde Jamil Haddad (PSB/RJ) em 1993, que, atendendo a orientações da Organização Mundial de Saúde, editou e promulgou o Decreto-Lei 793. Este sim, revogado integralmente por FHC e Serra em 1999, foi posteriormente reeditado por eles mesmos (lei 9.787/99 e decreto 3.181/99), acrescentando, vejam que pequeno detalhe, inúmeras concessões às grandes indústrias farmacêuticas.

Presidente de honra do PSB, Jamil Haddad faleceu em 2009, divulgando a todos quantos quiseram ouvi-lo que sua ideia fora usurpada por Serra e seu respectivo partido. Faltou, obviamente, o prestimoso apoio da mídia corporativa para divulgar suas denúncias.

Da mesma forma, Serra se “esquece” de mencionar outros atores importantes e nada coadjuvantes quando se refere ao Programa Nacional de Combate à AIDS. Relata sempre que foi o mais importante, senão o único, agente responsável pela implantação do Programa, tentando obscurecer os trabalhos fundamentais desenvolvidos desde meados da década de 80 pelos médicos Pedro Chequer, Euclides Castilho, Luís Loures e Celso Ferreira Ramos Filho, além da coordenação realizada dentro do Ministério da Saúde, no início da década seguinte, pelo ex-ministro Adib Jatene e pela bióloga Dra. Lair Guerra de Macedo Rodrigues.

Tanto esforço não valeu muito no município de São Paulo, que parece não ter feito a lição de casa no que diz respeito à redução da mortalidade associada à AIDS nos últimos anos – entre o final da gestão Serra e o começo da gestão Kassab (2008-2009). Segundo dados da própria Secretaria Municipal de Saúde, houve um aumento do número de óbitos pela doença no município, contrariamente ao que aconteceu no resto do país.

Muito embora essa mistura de hipocrisia e obscurantismo seja maquiada pela grande imprensa ao divulgar os feitos tucanos na área da saúde, contra ela existem fatos concretos e objetivos. E sobre isso Serra não pode fazer nada. Sobra-lhe a opção de negar sua existência ou pedir à Folha de São Paulo que reescreva a história da forma que lhe parece mais conveniente. Talvez não seja interessante para sua candidatura que se descubra o real sentido do que promete. Quando fala em acabar com as filas para a saúde estamos diante de uma proposta de modernização gerencial ou uma ameaça de extermínio? É uma dúvida relevante.

Gilson Caroni Filho – professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil

João Paulo Cechinel Souza – médico especialista em Clínica Médica e residente em Infectologia no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo

http://www.pt-sp.org.br/noticia.asp?p=Opini%E3o&acao=verNoticia&id=1179

Intruso no clube dos eleitos. Por Mauricio Dias

27 julho 2010
Por Mauricio Dias

FHC denuncia a invasão ao falar de Lula enquanto Serra usa os argumentos dos golpistas de 1964
Os quase 120 anos de história da República brasileira registram poucos gestos de devoção constitucional que possam se igualar à decisão do presidente Lula de vetar mudanças na legislação e abrir caminho para ficar no poder com um terceiro mandato.

Lula resistiu com determinação democrática às pressões e caprichos da vaidade pessoal às quais sucumbiu FHC. O tucano deu sinal verde para que, em causa própria, fossem quebradas as regras. O metalúrgico reverenciou a lei. O sociólogo deu o maior “golpe branco” já registrado nos anais da citada história republicana.

Expressivo contraste. No entanto, mesmo diante dessa evidência, a oposição lança suspeita de golpismo no intruso operário que, para ela, cometeu um erro imperdoável. Um erro intencional, diga-se. Lula invadiu o “Clube de Eleitos”, na expressão de FHC no ensaio “Dos governos militares a Prudente-Campos Sales”.
O clube seria uma entidade que só admitia sócios com diploma superior ou cedia, docemente constrangido, aos que chegavam com “espada na cinta e ginete na mão”.
Veio de José Serra a mais recente frase de desconfiança lançada sobre o operário: “Diziam que existia uma República sindicalista no período de Jango. Eles eram anjos. República sindicalista existe agora”.
Para quem não sabe, ou esqueceu, era assim o discurso golpista em 1964. O mantra que acirrou os militares a derrubarem o presidente João Goulart.

Lamentável. O comportamento político de Serra faz corar frades de pedra.

O que move a oposição de 2010 é a mesma farsa vulgar encenada pela oposição de 1964. Embora tenha tentado recentemente, os oposicionistas não querem, agora, derrubar o presidente. Tentam algemá-lo e amordaçá-lo para derrotarem Dilma Rousseff que, com maiores chances de vitória herda, em intenção de votos, a avaliação positiva que a sociedade faz do governo Lula.

Não foi com truques de marketing que o presidente construiu a popularidade histórica que alcançou. Ela apenas reflete o desempenho de quase oito anos de governo, com tantas ações positivas, que nem mesmo o bloqueio dos meios de comunicação obstruiu a propagação dos resultados desde o Oiapoque ao Chuí.
Ainda agora, foram divulgados índices de redução da pobreza que projetam a possibilidade de, em seis anos, reduzir a quase zero a pobreza extrema no Brasil. Tarde, porém melhor que nunca.
A oposição tentou tirar casquinha ao invocar os benefícios do Plano Real, criado no governo de Itamar Franco e tendo FHC no Ministério da Fazenda. De fato, a estabilidade monetária, mas não a econômica, alcançada pelo real teve um impacto na diminuição da pobreza. Mas há uma diferença entre o impacto secundário e o impacto direto do objetivo político. Diz o Ipea:

“Quando se projeta no tempo a redução nas taxas de pobreza absoluta e extrema alcançadas no período de maior registro de sua diminuição recente (2003-2008), pode-se inferir que em 2016, o Brasil terá superado a miséria e diminuído a 4% a taxa nacional de pobreza absoluta”.

http://pagina13.org.br/?p=3326

Marta identifica “mudança de clima” em São Paulo

Postado em 26/07/2010 por Equipe Marta

Em suas caminhadas pelo Interior e Grande São Paulo, a candidata ao Senado Marta Suplicy (PT) tem identificado uma ‘mudança de clima’, isto é, uma receptividade maior às propostas do PT e da coligação União Para Mudar. “Há poucos meses, achava que no Interior tinha alguns lugares muito difíceis. Mas melhorou muito!”, postou no Twitter.

Uma sensação compartilhada por outras lideranças e apoiadores. A questão central, apontam, é a boa condução do governo federal pelo presidente Lula e também a eficiência de administrações petistas que irradiam bons exemplos.

O prefeito de Amparo, Paulo Miotta (PT), é um dos que valorizam as ações do governo federal. “Estamos conquistando votos em regiões adversárias graças a esse trabalho.” A cidade de Amparo, como registrou Marta em sua recente visita, passou por uma transformação ao longo de três mandatos petistas. É um bom exemplo de administração municipal.

“Assinamos aqui, em um ano e meio, um montante de R$ 12,5 milhões em convênios com o governo federal. Nos últimos cinco anos, mudamos a realidade da cidade. O modelo de descentralizar os recursos da União permitiu isso”, explica Miotta.

“O governo Lula olha para as necessidades das pessoas em primeiro lugar. Ele coloca o povo antes da política. Sofri muito aqui com o Estado de São Paulo”, conta o antecessor de Miotta, Cesar Pagan (PT).

De acordo com Pagan, Amparo tem projetos excelentes, mas a Prefeitura os inscrevia, junto ao governo do Estado e, muitas vezes, não conseguia nada.

“Exemplos: o barracão de agronegócios e o programa de vicinais – para este, Amparo tem projeto completo, feito pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Muitas cidades já foram contempladas e nós, não. Isso é uma coisa muito difícil. Transferências voluntárias, então, nem pensar. Então, comparar o governo Lula no âmbito federal com a política do governo do PSDB no Estado de São Paulo é uma diferença brutal”, diz Pagan.

Em Campinas, administrada pelo PDT, o governo federal aplicou R$ 797,4 milhões: Minha Casa, Minha Vida, obras de saneamento, infraestrutura, expansão de Viracopos e outros projetos que beneficiam a região. “Sobretudo, a proposta do Trem de Alta Velocidade (TAV) é bastante valorizada”, destaca o ex-secretário municipal de Campinas Gerson Bittencourt (PT), candidato a deputado estadual.

Rio Grande da Serra

Rio Grande da Serra, no ABCD, é governada pelo PSDB. Mas lá também há recursos federais. Quem explica é o vereador Clesson (PT). “Conseguimos com o Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) comprar imóveis para ampliar a rede municipal.”

Clesson diz, entretanto, que as coisas não são muito fáceis. “Temos uma grande dificuldade porque o governo municipal do PSDB faz de tudo para não utilizar os recursos do governo federal. Perdemos emenda no valor de R$ 100 mil para sinalização turística; outros R$ 250 mil para a construção de duas quadras poliesportivas. E tivemos de batalhar muito para que utilizassem o dinheiro do Fundeb. Foi no último instante que conseguimos”, afirma o vereador

http://marta133.com.br/2010/7/26/marta-identifica-mudana-de-clima-em-so-paulo

Mar aberto para pescadores estrangeiros

       
Thiago Camara  
26 Jul 2010, 15:06
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Rio de Janeiro – O Ministério da Pesca e Aquicultura publicou na semana passada um edital que abre portas para embarcações estrangeiras atuarem em águas brasileiras. Segundo a Instrução Normativa 10, de 12 de julho, navios de outras bandeiras serão arrendados e, com isenção fiscal, poderão ajudar o Brasil a atingir a cota anual de 4,720 mil toneladas de atum espadarte, uma vez a indústria pesqueira brasileira não tem condições de assumir sozinha este compromisso internacional firmado com a Comissão Internacional para Conservação do Atum do Atlântico (ICCAT), em novembro de 2009.

Baixe aqui a íntegra da Instrução Normativa do Ministério da Pesca.

O Brasil possui cerca de 9 mil km de litoral banhado pelo Oceano Atlântico. Apesar desse número considerável, a pesca nas águas tupiniquins não é uma atividade representativa para economia nacional. São 834 mil empregos diretos, 2,5 milhões de indiretos e uma renda anual de 4 bilhões de reais. O Ministério da Pesca alega que com a atração de navios-pesqueiros pretende garantir o abastecimento do mercado interno.

A medida incomodou especialistas que veem na decisão do governo brasileiro apenas ganância pelos cerca de US$ 25 milhões anuais que o atum rende aos cofres nacionais. O espadarte mais conhecido como peixe-espada (Xiphias gladius) em outras partes do mundo é na verdade um parente próximo das espécies mais visadas de atum. Seu status de conservação não é inteiramente conhecido nas águas do Atlântico Sul, mas sabe-se que está ameaçado no hemisfério Norte.

Para Leandra Gonçalves, coordenadora da Campanha de Oceanos do Greenpeace Brasil, a presença de navios estrangeiros em nossas águas pode representar a morte de outras espécies além do atum. “Além de prejudicar a sustentabilidade do espadarte, prejudica as demais espécies-alvo, que são pescadas incidentalmente, nessa mesma arte de pesca de espinhel, como tartarugas-marinhas e albatrozes e petréis. A maioria dos barcos estrangeiros não respeita as medidas de mitigação, e agora com a autorização brasileira, estariam vindo aqui “desmatar” os mares brasileiros, sem a mínima preocupação com nossa biodiversidade marinha, explica ela.

Karim Bacha, da Secretaria de Planejamento e Ordenamento da Pesca, explica que o objetivo principal da ação do ministério é garantir ao Brasil poder de negociação internacional para aumentar a cota atual da pesca do espadarte. “Estamos preocupados em manter nossas cotas junto a ICCAT para num futuro também viabilizar o aumento desse percentual. Não há problema em relação a sustentabilidade. Fechamos o ano passado com um saldo positivo de 1, 200 mil toneladas e esse percentual deve se repetir neste ano apesar da presença das embarcações estrangeiras”, afirma.

O atum espadarte atrairá principalmente as redes de países como Espanha, Japão e Coréia do Sul. E segundo Bacha não haverá perda de capital nacional com a chegada dos estrangeiros em nossas águas. “O arrendamento é importante para que venha pra cá a tecnologia estrangeira junto com esses navios. Mas eles serão controlados por empresas brasileiras, precisarão que 2/3 da tripulação seja nossa e obrigatoriamente escoarão a produção pelos portos brasileiros. Nós queremos mesmo é cumprir a cota do atum espadarte e aprender a pescar tubarões, albacoras, e dourados”.

“Modernização da frota”


Carne de peixe-espada é valorizada no mercado

Embarcações nacionais também poderão realizar a pesca e participar do arrendamento. As regras são as mesmas para as bandeiras internacionais. O governo não cobrará nenhuma taxa de operação e garantirá isenção de ICMS e subsídios diretos ao óleo diesel usado por essas embarcações – o litro do óleo pode custar R$1,65, estima o governo. É a oportunidade de lucrar em um negócio que beira os US$ 4 bilhões no mundo. Hoje o Brasil conta com apenas 4 mil barcos industriais em operação, que se dedicam apenas às águas costeiras. E o atum espadarte fica na Zona Econômica Exclusiva e em águas internacionais próximas, ou seja, 3,5 milhões de km2 do litoral.

Luis Parente Maia, professor da Labomar, Instituto de Ciências do Mar da Universidade Federal do Ceará, não concorda com a medida adotada pelo Ministério da Pesca. Ele defende a capacitação dos pescadores antes de tudo. “Esse tipo de pesca é extremamente profissional. Precisamos preparar nossos pescadores artesanais porque o atum é supervalorizado”, explica Maia que defende uma exploração sustentável e fiscalizada pelo Brasil.

Para justificar o lançamento do edital o Ministério da Pesca se escora no Programa Nacional de Financiamento da Ampliação e Modernização da Frota Pesqueira Nacional – Profrota Pesqueira. Sua finalidade é viabilizar investimento e modernização através da concessão de crédito para melhorar a qualidade do pescado e consolidar a frota pesqueira oceânica brasileira. Um dos pontos centrais do programa é a formação de uma frota pesqueira oceânica composta por embarcações aptas a atuar na Zona Econômica Exclusiva (ZEE) e em águas internacionais. O próprio Karin Bacha, porém, explica que o programa ainda não terá contribuído para a captura do atum. “As embarcações do Profrota ainda não estão concluídas, mas em 4 anos já teremos pelo menos de oito a dez barcos construídos para esta finalidade”.

A ausência de proteção em nossas águas também é uma crítica de Leandra Gonçalves, do Greenpeace. “O governo brasileiro tem investido muito dinheiro no novo Ministério da Pesca, recém-criado, e pouco tem tido de retorno em produção e em termos econômicos. Por que será? Por que não temos peixe suficiente para serem pescados nesse nosso modo de produção. Não temos regulamentação, não temos fiscalização e tampouco temos priorizado a criação de reservas marinhas, que seriam importantes para fornecer espaço e tempo para a nossa biodiversidade se recuperar e se reproduzir”, avalia ela.

Frederico Brandini, pesquisador do Instituto Oceanográfico da USP, endossa o discurso de Leandra. “No Brasil ninguém pesca de forma sustentável. São empresários que não usam o mar de forma social”, lamenta

Vox Populi indica Alckmin 29 pontos a frente de Mercadante na disputa pelo governo de SP

26/07/2010

FOLHA DE SÃO PAULO

Pesquisa Vox Populi divulgada nesta segunda-feira mostra que o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) lidera a disputa pelo governo de São Paulo com 29 pontos percentuais de vantagem sobre o senador Aloizio Mercadante (PT). Se a eleição fosse hoje o tucano seria eleito no primeiro turno.

Segundo a pesquisa, feita a pedido da TV Bandeirantes e iG, Alckmin tem 47%, Mercadante 18% e Celso Russomanno (PP) 8%. Paulo Skaf (PSB), Fabio Feldmann (PV) e Paulo Búfalo (PSOL) têm 1%. Mancha (PSTU) e Anaí Caproni (PCO) não pontuaram. Os votos brancos e nulos somam 9%. Os indecisos são 15%.

Em comparação com a pesquisa anterior, do dia 20 de maio, os principais candidatos oscilaram negativamente dentro da margem de erro de 3 pontos. Alckmin e Russomano aparecem com 4 pontos a menos. Na pesquisa anterior o tucano tinha 51%, Mercadante 18%, Russomano 12% e Skaf 2%. A única mudança significativa foi no número de indecisos que subiu de 7% para 15%.

O petista é o candidato com maior rejeição, com 15%, contra 11% de Alckmin e 7% de Russomano.

O ex-governador também lidera com folga a pesquisa espontânea com 21%. Mercadante aparece com 9% e Russomano com 2%.

A menor diferença entre o tucano e o petista é na região metropolitana de São Paulo, onde Alckmin tem 24 pontos de vantagem. Nos pequenos municípios, o tucano tem 34 pontos a mais do que o petista.

A pesquisa foi feita entre os dias 17 e 20 de julho e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número 19.929/2010. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. Foram feitas 1.500 entrevistas.

O medo invade a campanha. PSDB recorre a velhos fantasmas e tenta assustar o eleitor ao vincular o PT a grupos terroristas e ao crime organizado.

PSDB recorre a velhos fantasmas e tenta assustar o eleitor ao vincular o PT a grupos terroristas e ao crime organizado

Alan Rodrigues e Sérgio Pardellas

PARCERIA: Serra e Indio da Costa planejaram ataques

O comando da campanha de José Serra (PSDB) colocou o medo no centro da disputa presidencial. Tudo começou com a surpreendente entrevista do vice de Serra, Indio da Costa (DEM), dizendo a um site do partido que o PT é ligado às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e ao narcotráfico. Num primeiro momento, lideranças partidárias passaram a ideia de que Indio era apenas uma voz isolada – além de descontrolada e inconsequente. Aos poucos, porém, foi ficando claro que ele cumpria um script previamente combinado. Muito bem orientado pelos caciques do PSDB e DEM, o vice de Serra servia de ponta de lança para uma estratégia de campanha: o uso da velha e surrada tática do medo. Ele procurava criar fantasmas na cabeça do eleitor para tirar votos da candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff.

A tática do medo, por definição, desqualifica o debate político. Quem a utiliza está disposto a trabalhar não com a razão, mas com sentimentos mais primários e difusos. Recorre a argumentos distantes de qualquer racionalidade para tentar encantar um público mais desinformado ou que já coleciona arraigados preconceitos. É um jogo perigoso: “Campanhas negativas podem até aumentar a rejeição ao candidato que as patrocina”, diz o cientista político José Paulo Martins Jr., da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Mas os tucanos resolveram arriscar.

ACUSAÇÕES: Tasso Jereissati diz que Lula é “chavista”

Apesar das reações provocadas pelas declarações de Indio da Costa (o TSE já concedeu até direito de resposta ao PT), expoentes do PSDB e o próprio Serra não desautorizaram o deputado do DEM. Ao contrário, passaram a engrossar o vale-tudo eleitoral. Animado, Indio voltou à carga, insinuando uma relação entre o PT e uma facção criminosa do Rio. “Já há vários indícios de ligação do Comando Vermelho com as Farc. E qual a opinião da Dilma sobre isso? Veja só: o PT e as Farc, as Farc e o narcotráfico, o narcotráfico, o Rio de Janeiro e o Comando Vermelho, com indícios muito claros de relacionamento. Ela (Dilma) tem que dizer o que acha”, afirma. Na quinta feira 22, foi o próprio Serra quem assumiu a estridente toada: “Há evidências mais do que suficientes do que são as Farc. São sequestradores, cortam as cabeças de gente, são terroristas. E foram abrigados aqui no Brasil. A Dilma até nomeou a mulher de um deles.” Desta vez, o tom do discurso escandalizou os adversários. “Fui surpreendido com a decisão de Serra de entrar nesse debate. Pelo jeito, ele resolveu dar uma guinada para a direita ao perceber que não deu certo o estilo ‘Serrinha paz e amor’. Serra, agora, resolveu ser troglodita”, disse o líder do governo na Câmara e um dos coordenadores da campanha de Dilma, Cândido Vaccarezza (PT-SP). “Não adianta o kit baixaria do Serra: o povo quer saber é de propostas e de trajetória”, afirmou o deputado petista Ricardo Berzoini.

ALVO: Tucanos querem irritar Dilma e cobram resposta

A tentativa do PSDB de criar uma atmosfera de satanização do PT e de sua candidata ao Planalto, Dilma Rousseff, é inteiramente planejada, ao contrário do que poderia parecer. Segundo apurou ISTOÉ, pesquisas qualitativas em poder da coordenação da campanha tucana identificaram que setores do eleitorado brasileiro ainda teriam restrições à “turma ligada ao Lula”. Na enquete realizada pela coligação PSDB-DEM abrangendo as regiões Sul, Sudeste e Nordeste (70% do eleitorado nacional), chegou-se à conclusão de que a imagem de Lula é a mais próxima do chamado “político ideal”. Diante desse quadro, a pesquisa, focando o eleitor das classes B e C, de 25 a 50 anos, tentou filtrar o que, para a população, haveria de bom e ruim no governo petista. Lula foi considerado “quase acima do bem e do mal”, conforme informou à ISTOÉ um dirigente tucano que teve acesso aos números. Porém, em seis pesquisas, quando consultados sobre temas espinhosos como radicalismo e corrupção, os eleitores invariavelmente apontavam a culpa para setores “em torno” de Lula. A turma é que não seria boa.

A constatação animou os tucanos a investir contra o PT. Nas próximas semanas, entre os novos temas a serem abordados estão a relação dos petistas com Hugo Chávez e a defesa que fazem do terrorista Cesare Battisti. Mas, no embalo, sobrará até para o próprio Lula, como demonstrou, na quarta-feira 21, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE): “Lula é chavista”, disse o líder tucano. “Ele pretende fazer aqui neste país uma ditadura populista, em que vai se cerceando os espaços de todo mundo e ficando só o seu espaço de poder.” Para Jereissati, a questão não tem a ver com a alta popularidade de Lula. “Chávez também é muito popular. Outros ditadores também foram muito populares. O problema é que neste governo a política é de eliminação de todo e qualquer adversário”, disse.

Um retrospecto histórico mostra, no entanto, que a tática do medo, colocada em curso pela campanha tucana, funcionou na volta do País à democracia, mas não tem dado certo num Brasil mais maduro. Levado a cabo nessas eleições, o vale-tudo eleitoral pode, mais uma vez, significar o suicídio da campanha tucana. Em 2002, por exemplo, o próprio Serra, então candidato de Fernando Henrique Cardoso ao Palácio do Planalto, lançou mão do medo como artifício: “Existe o PT real e o PT da tevê”, disse ele no horário eleitoral. “É muito importante debater as invasões ilegais e as ligações com as Farc. Isso não aparece na tevê, mas é um lado do PT”, acrescentou o tucano, que estava em baixa nas pesquisas. Por causa dos ataques, o PSDB perdeu um minuto e meio de seu tempo na tevê. E o resultado, todos sabem: Lula venceu a eleição e já está há quase oito anos no poder, registrando índices recorde de popularidade.

A retórica do medo não costuma ter a capacidade de reverter votos, segundo o consultor político e professor da USP Gaudêncio Torquato. “O terrorismo linguístico que começa a subir a montanha não chega perto das massas. Apenas reforça posições de camadas já sedimentadas”, disse ele à ISTOÉ. “Não é novidade utilizar-se da tática eleitoral do medo. O que aconteceu é que Indio cumpriu um papel que lhe deram: o de tocar o apito.” Para Torquato, Indio executou a missão atribuída a ele pela cúpula de campanha do PSDB. “Assim, preservaria Serra da acidez”, acredita. Ainda de acordo com o consultor político, esse tensionamento “já era bastante previsível” e teria outras duas finalidades: a de apresentar o candidato a vice na chapa tucana ao País e tentar enervar a candidata do PT, Dilma Rousseff. “Ao mesmo tempo que eles dão uma estocada, a campanha o apresenta, já que ninguém o conhece. Também criam a polaridade que a campanha do PSDB precisa e tentam tirar Dilma do sério”, afirma Torquato.

PASSADO: Virgílio, do PSDB, também recebeu as Farc

“Discutimos fatos de conhecimento público. Todo mundo sabe da relação do PT com as Farc e todos sabem que as Farc têm relação com o narcotráfico”, insiste o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE). Anos atrás, o PSDB utilizou-se até das denúncias de que a guerrilha colombiana havia repassado US$ 5 milhões para campanhas eleitorais petistas, o que nunca foi comprovado. Mas, fora as fantasias, o que há de real entre o PT e as Farc? Para responder a essa pergunta, é preciso voltar ao ano de 1990. Com a dissolução da União Soviética, a esquerda mundial estava desamparada. Na América Latina, por sugestão de Fidel Castro, Lula acabou propondo a criação do Foro de São Paulo, a fim de aglutinar partidos, sindicatos e organizações de esquerda. As Farc integraram esse movimento, embora na ocasião ainda não se conhecessem vínculos dela com o narcotráfico. Daí para a frente, a guerrilha sempre participou das reuniões do Foro e recebeu o apoio político de seus membros. O PT chegou a cultivar relações com representantes das Farc, principalmente com o ex-padre Olivério Medina.

No entanto, desde que Lula chegou ao governo, em 2003, o PT tratou de se distanciar do movimento. Em 2005, como revelaram e-mails de dirigentes das Farc, a guerrilha foi impedida de participar da reunião que comemorou o aniversário de 15 anos do Foro de São Paulo e que contou com a presença de Lula. Em 2008, ocasião da libertação da ex-senadora colombiana Ingrid Betancourt, Lula condenou publicamente a guerrilha. “A grande chance que as Farc têm de um dia governar a Colômbia é acreditar na democracia, na militância política. É fazer o jogo democrático como fizemos aqui. Não se ganha eleição sequestrando pessoas”, disse.

Levando-se em conta a lógica controversa que vem sendo usada na campanha de Serra, o próprio líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), seria também ligado à guerrilha colombiana. Em 1999, Virgílio não apenas recebeu o então representante das Farc no Brasil, Hernán Ramirez, em seu gabinete, como foi considerado pelo grupo um dos principais interlocutores da guerrilha no País. À época, Virgílio era secretário-geral do PSDB e líder do governo FHC no Congresso. No mesmo ano, Ramirez visitou também o então governador do Rio Grande do Sul, Olívio Dutra (PT). Um dos objetivos dos encontros era abrir um escritório das Farc em Brasília. Mas a ideia não prosperou. Ela só voltou a prosperar agora no discurso atropelado do PSDB.

Colaboraram: Claudio Dantas Sequeira e Fabiana Guedes

extraído de IstoÉ Independente

Marta permanece na liderança com dez pontos de vantagem, tem 32% das intenções de voto, segundo Datafolha.

A candidata do PT ao Senado por São Paulo tem 32% das intenções de voto, segundo Datafolha.

Por Leandro Rodrigues, com informações da Folha de S.Paulo e do Correio do Brasil.
Segunda-feira, 26 de julho de 2010

A pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (26) aponta que a candidata da coligação União Para Mudar, Marta Suplicy (PT), lidera na concorrência pelo Senado por São Paulo. Com 32% das intenções de voto, a petista segue isolada como primeira opção às duas cadeiras em disputa.

O levantamento, encomendado pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, mostra que, com cerca de dez pontos a menos que Marta, os candidatos Romeu Tuma (PTB), Orestes Quércia (PMDB) e Ciro (PTC) estão num empate técnico triplo pela segunda vaga: 22, 21 e 19%, respectivamente. Também candidato pela coligação, Netinho de Paula (PCdoB) registra 15% das intenções do eleitor.

A pesquisa ouviu 2.083 eleitores de 20 a 23 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Esquerda ganha espaço

Com as informações do Instituto Datafolha, analistas concluem que os partidos da direita tendem a perder vagas no Senado após as eleições de outubro, ocorrendo a renovação de, no mínimo, 62% das 16 cadeiras, sendo cerca de nove senadores em primeiro mandato.

Se a votação fosse hoje, a bancada do PT dobraria, de dois para quatro senadores, e a base de apoio ao governo cresceria de oito para dez integrantes. Já a oposição seria derrotada nos oito principais colégios eleitorais do país (SP, MG, RJ, PE, BA, RS, PR e DF), reduzindo a bancada de PSDB e DEM dos atuais seis senadores para quatro.

Datafalha garante: FHC derrotará Janio Quadros ! (que venceu com 4% de vantagem)

Publicado em 26/07/2010

FHC senta na cadeira antes de eleito: quem manda acreditar no Datafalha ? 

Extraído dos arquivos implacáveis do Azenha:

25 de julho de 2010


O dia em que o Datafolha derrotou Jânio Quadros (que venceu com 4% de vantagem)

por Luiz Carlos Azenha

Como os arquivos do Viomundo antigo estão em frangalhos, um problema que o Leandro Guedes promete resolver em breve, vou dar uma de caduco: contar de novo, em poucas palavras, uma história antiga, acrescentando alguns detalhes.

Aconteceu, como diria aquele personagem do Chico Anysio, em 1985.

Eu era um jovem, porém experiente repórter.

Tinha pedido demissão da TV Globo pela primeira vez (o equivalente, naquela época, a pedir demissão da Petrobras), já que a emissora queria que eu fosse chefe do escritório de uma futura emissora, em São José do Rio Preto, mas eu queria me formar, o que exigia minha presença física em São Paulo (eu levava o curso de Jornalismo na Universidade de São Paulo aos trancos e barrancos e só colei grau em fevereiro de 1987, quando já era correspondente da TV Manchete em Nova York).

Um dia, estudante em São Paulo e desempregado, passei pela entrada do Hospital das Clínicas, onde Tancredo Neves estava moribundo, e encontrei o Heraldo Pereira, então repórter da TV Manchete, que me disse que a emissora tinha vaga para repórter (àquela altura eu já tinha quatro anos de experiência em TV, o que incluia longos meses cobrindo férias na Globo de São Paulo, com muitas reportagens em jornais de rede e algumas no Jornal Nacional).

Fui contratado.

Como aquele era ano de eleições para a Prefeitura de São Paulo, fui escalado pela Cristina Piasentini para acompanhá-las. Foi assim que passei a periodicamente visitar a casa do candidato Jânio Quadros, na Lapa, em São Paulo. Conheci dona Eloá, a ex-primeira dama. O ex-presidente tinha sido candidato a governador em 1982, nas primeiras eleições diretas para o cargo durante o regime militar. Perdeu para Franco Montoro. Agora ensaiava uma nova tentativa eleitoral, com apoio na centro-direita. Os outros candidatos importantes eram Fernando Henrique Cardoso, do PMDB de Montoro, herdeiro do MDB, o partido de oposição ao regime militar; e Eduardo Suplicy, do recém-formado Partido dos Trabalhadores.

Jânio concorria pelo PTB. Ele mesmo abria o portão da casa e nos encaminhava para um escritório anexo. Confesso que não era o candidato de minha simpatia (eu tinha votado em Montoro para governador e, se meu título fosse de São Paulo, provavelmente votaria em FHC para prefeito). Mas Jânio era um homem muito simpático. Pedia café e conversava com o jovem repórter como se eu pudesse decidir as eleições. Nas entrevistas, atacava Fernando Henrique Cardoso como alguém que teria mais intimidade com os subúrbios de Paris do que com a periferia de São Paulo. Jânio gostava de falar dos bairros que conhecia pessoalmente, especialmente da vila Maria, que era sua base eleitoral. Jânio dizia abertamente que parte da mídia era inimiga dele. Citava a TV Globo, razão pela qual, presumo, recebia tão bem as equipes da Manchete (sobre acertos de bastidores da Manchete com Jânio, eu era muito jovem para saber).

No dia da eleição, 15 de novembro de 1985, a TV Manchete instalou uma câmera daquelas grandes, de estúdio, na redação da Folha de S. Paulo. Ao longo da campanha eleitoral eu havia entrevistado o Otavinho, já que a Manchete tinha feito um acordo para divulgar os resultados das pesquisas do Datafolha, recém-criado.

Uma das minhas primeiras intervenções ao vivo foi para anunciar o resultado da pesquisa de boca-de-urna do Datafolha em São Paulo. Fernando Henrique Cardoso seria eleito prefeito de São Paulo, previa o Datafolha. Já não me recordo qual era a margem prevista pelo instituto. No entanto, assim que a votação acabou e começou a apuração, os resultados do Datafolha eram distintos dos revelados pela contagem física dos votos.

Ao longo da campanha, Jânio Quadros tinha se servido de pesquisas não-científicas feitas pela rádio Jovem Pan, que colocava equipes volantes para entrevistar eleitores nas ruas de São Paulo. Pelas “pesquisas” da Pan, Jânio seria eleito.

A situação foi ficando cada vez mais tensa na redação da Folha. Havia um terrível descompasso entre a previsão e a contagem. Por pressão da redação da TV Manchete (que conversava comigo pelo ponto e por uma linha telefônica específica), chamei o Reginaldo Prandi, que falava pelo Datafolha. A explicação dele, ao vivo, foi a seguinte: por enquanto as urnas apuradas são de regiões onde Jânio Quadros tem a maioria dos votos; quando chegarem ao TSE as urnas de outras áreas de São Paulo, Fernando Henrique vencerá.
Segundo Conceição Lemes, que também era repórter em 1985, o governador Franco Montoro chegou a dar um entrevista à TV Record agradecendo os eleitores de São Paulo pela escolha de Fernando Henrique, aparentemente baseado na pesquisa Datafolha.

Ou não. Isso não me ocorreu na época, mas uma pesquisa de boca-de-urna viciada pode servir a interesses inconfessáveis: se a margem em favor de um candidato for bastante reduzida, pode permitir que pilantragem eleitoral mude o resultado. Como diria a Folha de S. Paulo, não há provas de que isso tenha acontecido então, mas também não há provas de que não tenha ocorrido.

Ao fim e ao cabo recebi uma ligação de Pedro Jacques Kapeller, o Jaquito, o principal executivo da TV Manchete abaixo de Adolpho Bloch, que disse algo assim: “Azenha, esquece o Datafolha, pode dizer que o Jânio vai ganhar baseado na apuração”.

Foi o que fiz. Jânio, eleito, foi para a sede da TV Manchete, na rua Bruxelas, dar uma entrevista ao vivo.

Ele venceu com 39,3% dos votos válidos, contra 35,3% de Fernando Henrique e 20,7% de Eduardo Suplicy.

Ou seja, a “vitória” de FHC no Datafolha foi desmentida pela vantagem de 4% que Jânio obteve nas urnas.

Infelizmente, não disponho dos dados do Datafolha de 1985. Aparentemente, essa é uma história que o instituto prefere esquecer.

Aos leitores que tiverem mais informações ou correções a fazer, agradeço antecipadamente.

PS do Viomundo: FHC senta-se na cadeira do então prefeito Mário Covas, antes da eleição (enviada pelo Mauro Silva):


 

O Datafolha e a necessidade de auditoria. Por Brizola Neto.

julho 24th, 2010 às 15:31

Bem , depois de me desintoxicar um pouco deste mundo de manipulação e propaganda, acho que é possível, de maneira bem calma e racional, mostrar a vocês como o Datafolha perdeu qualquer compromisso com  a ciência estatística e passou a funcionar com uma arrogância que não se sustenta ao menor dos exames que se faça sobre os resultados que apresenta.

A primeira coisa que salta aos olhos é o problema gerado pela definição da área de abrangência e, por consequencia, da amostra. Ao contrário do que vinha fazendo nas últimas pesquisas, o Datafolha conjugou pesquisas estaduais e uma pesquisa nacional.

O resultado é um monstrengo, uma verdadeira barbaridade estatística. E as provas estão todas no site do TSE ao alcance de qualquer pessoa. E do próprio Tribunal e do Ministério Público Eleitoral.

Vejamos a mecânica da monstrengo produzido pelo Datafolha.

Dia 16 de julho, o Datafolha (já usando esta razão social e não  mais Banco de Dados São Paulo, como usava antes) registrou, sob o número 19.890/ 2010, uma pesquisa nacional de intenção para presidente. Nela, ao relatar a metodologia, o instituto abandonou os critérios tradicionais de distribuição da pouplação brasileira e “expandiu” as amostras dois oito estados.

No próprio registro há a explicação: “Nessa amostra, os tamanhos dos estratos foram desproporcionalizados para permitir detalhamento de algumas unidades da federação (UF´s) e suas capitais. Nos resultados finais, as corretas proporções serão restabelecidas através de ponderação. A amostra nos estados em que não houve expansão foi desenhada para um total de 2500 questionários.

E quantos somavam os “estratos desproporcionalizados”?  Está lá: As UF´s onde houve expansão da amostra foram: SP-2040 entrevistas (1080 na capital), RJ-1240 entrevistas (650 na capital), MG-1250 entrevistas (400 na capital) , RS-1190 entrevistas (400 na capital), PR-1200 entrevistas (400 na capital), DF-690 entrevistas, BA-1060 entrevistas (400 na capital), PE-1080 entrevistas(400 na capital). A soma, portanto dá 9750 entrevistas, de um total de 10.730.

Logo, sobraram para todos os 19 demais estados brasileiros 980 entrevistas.

Qualquer estudante de estatística sabe que você não pode misturar critérios de amostragem para partes do mesmo universo e, no final, “ponderar” pelo peso de cada uma destes segmentos no total. Da mesma forma que não se pode pegar uma parte de uma amostra nacional e dizer que, no Estado X, o resultado é Y.

O resultado será viciado pela base amostral distorcida.

Mas o Datafolha não parou aí. Esta pesquisa “nacional” (protocolo 19.890/2010) foi registrada tendo como contratantes a Folha e a Globo, com o valor de R$ 194 mil. Cada uma dos  ” estratos desproporcionalizados” foi registrado, no dia 19 último, como uma pesquisa “separada”. Veja:

Protocolo 20158/2010 – Paraná, 1.200 entrevistas, contratada pela Empresa Folha da Manhã S/A. e Sociedade Rádio Emissora Paranaense S/A. por R$ 76 mil;

Protocolo 20125/2010 – Distrito Federal,  690 entrevistas, contratada pela Empresa Folha da Manhã S/A. e Globo Comunicação e Participações S/A. por R$ 70.900;

Protocolo 20141/2010 – Rio Grande do Sul , 1.190 entrevistas, contratada pela Folha da Manhã S/A. e RBS – Zero Hora Editora Jornalística S/A por R$ 68 mil;

Protocolo 20124/2010 – Bahia , 1.060 entrevistas, contratada pela Folha da Manhã S/A. por R$ 80.258;

Protocolo 20164/2010 – São Paulo  , 2.040 entrevistas, contratada pela Empresa Folha da Manhã S/A. e Globo Comunicação e Participações S/A. por R$ 74.100 (mais que o dobro por entrevista que na Bahia).

Protocolo 20140/2010 – Pernambuco , 1.080 entrevistas, contratada pela Folha da Manhã S/A. e Globo Comunicação e Participações S/A. por R$ 65 mil;

Protocolo 20132/2010 – Minas Gerais , 1.250 entrevistas, contratada pela Folha da Manhã S/A. e Globo Comunicação e Participações S/A. por R$ 80 mil;

Protocolo 20161/2010 – Minas Gerais , 1.240 entrevistas, contratada pela Folha da Manhã S/A. e Globo Comunicação e Participações S/A. por R$ 68 mil.

Somando todos os valores declarados de contratação chega-se à bagatela de R$ 776.258 reais. Interessante, não?

Mais interessante ainda é o fato de que, nos protocolos listados acima, que você pode consultar na página do TSE , preenchendo o número correspondente, o Datafolha nem sequer se preocupou em depositar, como manda a lei, o questionário específico. Fez como o Serra, que mandou entregar no Tribunal ,como programa, o discurso que fez na convenção. Colocou uma cópia do questionário “nacional”, onde não há perguntas sobre candidatos a governador ou senador.

O Datafolha trata as exigências legais como um “detalhezinho” sem importância, “vende” a mesma pesquisa em nove contratos diferentes – seria bom ver os recibos destes pagamentos, não? – e deposita questionários imcompletos, aos lotes.

Portanto, a análise da pesquisa Datafolha não deve ser estatística. Deve ser jurídica. O douto Ministério Público Eleitoral, que não aceita intimidações de quem quer que seja, bem que poderia abrir um procedimento para apurar todos os fatos que, com detalhes, estão narrados acima.

http://www.tijolaco.com/?p=20889

Crianças e adolescente agredidos por padrasto continuam em estado grave.

publicado em 24/07/2010 às 13h24:
Do R7, com Agência Record

Apenas dois irmãos, uma menina e um menino, tiveram melhora no quadro de saúde

Os quatro irmãos que foram agredidos pelo padrasto por golpes de marreta em Embu Guaçu, na região metropolitana de São Paulo, continuam internados em estado grave neste sábado (24). Segundo a secretaria estadual de Saúde, apenas o garoto de 15 anos apresentou uma leve evolução, mas ele permanece internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Geral de Itapecerica da Serra. O adolescente está sedado, em coma induzido, com traumatismo craniano e traumatismo de tórax.

Na sexta-feira, a única irmã mulher – uma garota de 14 anos – saiu da UTI e está consciente. Apesar da melhora, não há previsão de alta para ela. A adolescente está internada no Hospital Geral de Pirajussara.

Segundo a Secretaria, outro menino de 11 anos, respira com a ajuda de aparelhos na UTI do Hospital Geral de Pirajussara. Ele deve passar por uma tomografia na tarde deste sábado para avaliar possíveis danos no cérebro. O irmão mais novo das vítimas, de oito anos, passou por uma nova cirurgia na cabeça na sexta-feira. Ele já tinha operado o local na terça-feira (20), quando também teve o baço retirado.

O agressor, de 23 anos, também é suspeito de matar outra irmã de seis anos das vítimas. Na sexta-feira, a Justiça determinou a prisão temporária (com duração inicial de 30 dias) dele. Mas, o suspeito desapareceu logo após o crime e até o início da tarde deste sábado era procurado pela polícia. 
  

Em depoimento à polícia na tarde desta quinta-feira (22), a adolescente de 14 anos que está fora da UTI contou que foi agredida duas vezes pelo padrasto após se recusar a fazer sexo com ele. A jovem desmaiou e, quando despertou, ela relatou que estava sem roupa s. 

Um médico do Hospital Geral de Pirajussara contou para o delegado que a jovem foi estuprada e levou alguns socos no rosto. A adolescente deve fazer agora um exame de corpo de delito para confirmar se a adolescente foi vítima de abuso sexual.

http://noticias.r7.com/sao-paulo/noticias/criancas-e-adolescente-agredidos-porpadrasto-continuam-em-estado-grave-20100724.html?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

De onde vem o cheiro da chuva?

Aquela fragrância estranha que aparece depois de uma chuvarada, especialmente nas áreas rurais, é causada por uma bactéria. Parece esquisito, mas é isso mesmo: quando as primeiras gotas de chuva atingem o chão, a camada superficial do solo fica toda bagunçada. Com o impacto dos pingos d’água, as partículas que repousam na faixa externa de terra são impulsionadas para o ar e se misturam com o vapor em suspensão, gerando uma espécie de spray úmido. Além de gotículas de água, esse spray também contém minúsculos grãos de terra e colônias de Streptomyces, um gênero de bactéria que cresce naturalmente no solo com umidade. Nas épocas de seca, a Streptomyces entra em uma espécie de hibernação, que os cientistas chamam de estado de latência. “Nessa fase, a bactéria continua viva, mas não se reproduz porque não há umidade suficiente”, afirma o engenheiro agrônomo Miguel Angelo Maniero, da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar).

Tudo muda quando chega a chuva: a água ativa a capacidade reprodutiva da Streptomyces, fazendo com que ela libere no ar milhares de células reprodutoras, chamadas de esporos. Além de gerar novos seres, o processo de reprodução faz com que os esporos exalem o característico odor da chuva. “O curioso é que os cientistas perceberam esse fato quando estudavam a bactéria em laboratório. Analisando as culturas de Streptomyces, os pesquisadores notaram que as lâminas com colônias tinham um odor igualzinho ao do solo depois de uma tempestade”, diz Miguel. Vale lembrar que a Streptomyces não faz mal nenhum à saúde humana – na verdade, o que ocorre é justamente o contrário: muitas das espécies desse gênero servem como matéria-prima para a fabricação de antibióticos.

http://mundoestranho.abril.com.br/ambiente/pergunta_286586.shtml

Lançamento da Campanha Paulo Teixeira 1398

Quero ver a estrela brilhar…

… a estrela do povo!

 

 A hora é agora!

Chegou o Senador Suplicy.

 

Com a palavra o Ministro Paulo Vanucchi.

 

Estamos correndo o risco de faltar espaço… não para de chegar militantes.

 

 

Vamos lá gente! Pura emoção… agora é 13!

O Futuro Governador Mercadante e a futura Senadora Marta acabam de chegar…

A futura primeira mulher senadora por São Paulo, Marta inicia seu discurso… Fala do desespero do Serra e do PSDB…

Fim do lançamento e início da campanha pra valer. Militância com material na mão.

PRA QUEM VAI O VOTO NEGRO E POPULAR? (Nulo, util, ou na esquerda?)

PRA QUEM VAI O VOTO NEGRO E POPULAR?
(Nulo, util, ou na esquerda?)

Dia:  13 de AGOSTO de 2010 (SEXTA-FEIRA).
Hora: 18h30
Onde: Sede APEOESP Av. Ipiranga 282- Pça Republica – Centro-SP

Quem?

1. Conlutas ;
2. Intersindical ;
3. MNU ;
4. MST;
5. Uneafro;
6.Tribunal Popular ;
7. Circulo Palmarino;
9. Frente Negra e Popular em defesa dos Territorios Quilombolas;
10. CEN;
11. Forjune;

Pauta:

– Contra a ADIN do DEM contra os Quilombolas!                                                      
– Pela Titulação das Terras Quilombolas!                                                                    
– Contra o Genocídio da Juventude Negra!                                                                    
– Pela Construção do Projeto Político do Povo Negro!
– Pela Reparação Historica e Humanitária!

Todos estão convidados – Coordenação Estadual MNU-SP e Coordenação Nacional de Organização do MNU.

fonte:  Reginaldo Bispo (reginaldobispo_mnu@yahoo.com.br).

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