MARIA CLARA CABRAL
DE BRASÍLIA
Ao comentar a visita da presidente Dilma Rousseff a Cuba, o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), afirmou, nesta terça-feira, que ninguém pode obrigar Dilma a visitar grupos políticos dissidentes.
Ainda na opinião de Vaccarezza, o fato de o Brasil “conceder visto para todos que pedem tem que ser festejado”. A afirmação foi feita em referência ao fato de o país ter dado visto à blogueira Yoani Sánchez.
Sánchez, crítica do regime dos Castro, recebeu na semana passada da embaixada brasileira em Havana o visto de turista para visitar o Brasil para participar do lançamento de um documentário, no dia 10.
O petista também disse apoiar a declaração de Dilma de que só trataria sobre violações de direitos humanos em Cuba sobre a “perspectiva multilateral” e a de que a questão não pode ser “só uma arma de combate político-ideológico”.
“Faz parte da tradição diplomática do Brasil não interferir em questões internas de outros países”, afirmou Vaccarezza.
O líder do governo falou ainda sobre a oposição brasileira que critica a presidente por sua proximidade com Cuba. “Devemos separar política de politicagem. Devemos pensar no país e não querer tirar casquinha de discussão sem procedência”, disse.
Ele disse que a relação com partidos da base aliada, como PMDB e PP, não preocupa. Segundo ele, a relação entre as legendas é melhor do que em outros momentos desse governo.
O PMDB trocou farpas recentemente com o governo por causa de cargos na esfera federal. Já o PP tem sua permanência no Ministério das Cidades questionada com a provável saída do titular Mário Negromonte.
Publicado originalmente por Folha.com
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