Rir de uma testemunha, no meio da audiência, era o mico que mais temia pagar
O bilheteiro fanho do cinema gay, da série Crônicas do Crime
Da última vez, tinha sido com dona Yoko.
Eu estava desatento, despachava processos que ficavam em cima da mesa, aproveitando cada instante dos pequenos intervalos entre as audiências. Só depois que a escrevente tinha colocado todas as partes sentadas, foi que peguei a pauta para conferir o nome da primeira testemunha.
-Então…. dona. .. dona.. Yoko…Okada.
E não consegui segurar o riso. Saiu uma gargalhada daquelas tão involuntárias quanto incontroláveis. Dona Yoko levou na esportiva. Como admitiu, resignada, estava acostumada às gozações que as armadilhas da cacofonia lhe preparavam. Mas para mim, rir de uma testemunha na frente de todos era um daqueles micos que mais temia pagar em uma audiência.
A memória do vexame e o aprendizado do autocontrole foi me poupando, com o tempo, de situações assim constrangedoras.
Mas quando o bilheteiro fanho do cinema gay começou a falar… LEIA MAIS
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