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Presidência da República |
DECRETO Nº 7.468, DE 28 DE ABRIL DE 2011.
| Mantém a validade dos restos a pagar não processados inscritos nos exercícios financeiros de 2007, 2008 e 2009 que especifica, altera o parágrafo único do art. 68 do Decreto no 93.872, de 23 de dezembro de 1986, e dá outras providências. |
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, incisos IV e VI, alínea “a”, da Constituição,
DECRETA:
Art. 1o Permanecem válidos, após 30 de abril de 2011, os empenhos de restos a pagar não processados das despesas inscritas nos exercícios financeiros de 2007, 2008 e 2009 que atendam as seguintes condições:
I - empenhos dos exercícios financeiros de 2007 e 2008 que se refiram às despesas transferidas ou descentralizadas pelos órgãos e entidades do Governo Federal aos Estados, Distrito Federal e Municípios com execução iniciada pelos entes até 30 de abril de 2011;
II - empenhos dos exercícios financeiros de 2007, 2008 e 2009 que se refiram às despesas executadas diretamente pelos órgãos e entidades do Governo Federal, com execução iniciada até 30 de abril de 2011; e
III - empenhos do exercício financeiro de 2009 que se refiram às despesas transferidas ou descentralizadas pelos órgãos e entidades do Governo Federal aos Estados, Distrito Federal e Municípios com execução a ser iniciada pelos entes até 30 de junho de 2011.
Art. 2o Nos casos de aquisição de bens, a execução iniciada da despesa será verificada pela quantidade parcial entregue, atestada e aferida.
Art. 3o Nos casos da realização de serviços e obras, a execução iniciada da despesa será verificada pela realização parcial com medição correspondente atestada e aferida.
Art. 4o Para fins de cumprimento do disposto neste Decreto, a Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda, observadas as condições e os prazos estabelecidos no art. 1o deste Decreto, realizará o bloqueio dos saldos dos restos a pagar não processados e não liquidados, em conta contábil específica no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal - SIAFI.
Art. 5o As unidades gestoras executoras responsáveis pelos empenhos bloqueados providenciarão os referidos desbloqueios que atendam ao disposto neste Decreto para serem utilizados, devendo a Secretaria do Tesouro Nacional providenciar o posterior cancelamento no SIAFI dos saldos que permanecerem bloqueados.
Art. 6o Os Ministros de Estado, os titulares de órgãos da Presidência da República e os dirigentes de órgãos setoriais dos Sistemas Federais de Planejamento e de Orçamento e de Administração Financeira, bem como os ordenadores de despesas poderão adotar medidas complementares visando ao desbloqueio dos empenhos das despesas inscritas em restos a pagar não processados que atendam aos requisitos deste Decreto.
Art. 7o À Controladoria-Geral da União e aos demais órgãos integrantes do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal incumbe zelar pelo cumprimento do disposto neste Decreto, bem como responsabilizar os dirigentes e os servidores que praticarem atos em desacordo com as disposições nele contidas.
Art. 8o A Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda, no âmbito de suas competências, poderá expedir normas complementares para o cumprimento do disposto neste Decreto.
Art. 9o Parágrafo único do art. 68 do Decreto no 93.872, de 23 de dezembro de 1986, passa a vigorar com a seguinte redação:
“Parágrafo único. Os restos a pagar inscritos na condição de não processados e não liquidados posteriormente terão validade até 31 de dezembro do ano subsequente de sua inscrição.” (NR)
Art. 10. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 28 de abril de 2011; 190o da Independência e 123o da República.
DILMA ROUSSEFF
Guido Mantega
Miriam Belchior
Este texto não substitui o publicado no DOU de 29.4.2011
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O CALOTE DO GOVERNO FEDERAL ESTÁ CLARO.
ACREDITO QUE, EM TEMPOS DE “DEMOCRACIA E ESTADO DE DIREITO” APÓS 50 ANOS DA “LEGALIDADE” ALGUÉM DEVERÁ LENVANTAR UM MOVIMENTO DO TIPO ” PRECISAMOS VOLTAR À LEGALIDADE”, OU EMENDAR A CONSTITUIÇÃO FEDERAL, ARTIGO 37 QUE TRATA DOS PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, EM ESPECIAL PARA RETIRAR DO TEXTO O DA LEGALIDADE.
É BARBARO VER O GOVERNO FEDERAL SIMPLESMENTE NEGAR AS CONTAS, QUANDO MAIS DE CINCO MIL MUNICÍPIO TEM BENS RECEBIDOS POR CONTA DESTES CONVENIOS E A UNIAO SIMPLESMENTE DIZ QUE OS CONVENIOS ESTÃO RESCINDIDOS.
EM CUBA, VENEZUELA E OUTROS PAÍSES ISTO ATÉ PODERIA SER PLAUSIVEL, MAS NO BRASIL JAMAIS.
OU EFETIVAMENTE ESTAMOS EM DITADURA PETISTA INSTITUCIONALIZADA.
ISTO É UMA VERGONHA, COMO DIZ DETERMINADO REPORTER.
Bom dia Protasio:
Salvo melhor juizo os convênios têm prazo de execussão e tambem cronograma de execussão. È jstamente por problemas quanto a isto que frequantemente, buscando não prejudicar a população, o Governo Federal tem revalidado os restos à pagar permitindo que se construam soluções nos entes federados, com regularizações e correções. Mas tudo tem limites formais e legais.
Veja que estamos em 2011 e há casos não resolvidos desde 2007 em alguns estado e municípios. Na maioria dos casos são erros/problemas técnicos ou desvios de conduta. Trata-se de dinheiro público e não se pode admitir, como regra, a protelação.
Se voce chama isto de ditadura… é seu direito de livre expressão, Mas nos reservamos tambem o direito de não concordar.
Abraço fraterno,